08/03/2017 11h13
Empresários de Grupo empresarial do setor de celulose podem ser alvos dos mandados
Da redação
A Polícia Federal realiza desde os primeiros momentos da manhã de hoje, 8 de março, a 2ª fase da Operação Greenfield. Os 30 policiais federais destacados para ação cumprem 6 medidas judiciais, 5 no estado de São Paulo e uma em Ribas do Rio Pardo, Mato Grosso do Sul. Todas ações, inclusive o cumprimento de um mandado de prisão temporária, acontecem por determinação do Juiz Vallisney de Souza, titular da 10ª Vara da Justiça Federal no DF.
Os alvos das ações de hoje são investigados por fazerem parte de um esquema de cooptação de testemunhas que poderiam auxiliar as investigações, eventualmente ocultando provas úteis ao esclarecimento de crimes.
A suspeita é que um contrato de R$ 190 milhões entre os dois principais sócios de um dos maiores grupos empresariais investigados pela Greenfield tenha sido empregado para mascarar o suborno a um empresário concorrente para que não revelasse informações de interesse da investigação.
A suspeita, trazida por uma testemunha à investigação, é que o contrato de fornecimento de massa florestal de eucalipto para produção de celulose seja apenas uma forma de recompensar o silêncio de um ex-sócio que poderia auxiliar a investigação. Em virtude do sigilo judicial que recobre a investigação, a Polícia Federal não pode detalhar as provas recolhidas pelos policiais na Operação, nem tampouco irá realizar entrevista coletiva.
PF



