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sábado, 18 de abril, 2026

Mortes violentas caem no Brasil, mas feminicídios e crimes sexuais batem recordes

19º Anuário de Segurança Pública mostra redução de 5,4% nas mortes violentas, mas destaca avanço preocupante da violência contra mulheres, crianças e adolescentes

O Brasil registrou 44.127 Mortes Violentas Intencionais (MVIs) em 2024, uma queda de 5,4% em relação ao ano anterior, segundo a 19ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgada na última quinta-feira (24). O levantamento considera homicídios dolosos (incluindo feminicídios), latrocínios, lesões seguidas de morte, mortes causadas por intervenção policial e de policiais fora de serviço.

Apesar da queda geral, os feminicídios atingiram um novo recorde, com 1.492 mulheres assassinadas por motivos de gênero — alta de 0,7%. O perfil das vítimas permanece majoritariamente feminino (97%), negro (63,6%), jovem e morto dentro de casa por companheiros ou ex-companheiros.

O relatório também aponta alta nos crimes sexuais, que alcançaram 87.545 registros, o maior número da série histórica. O estupro de vulnerável representa 76,8% dos casos, com 55,6% das vítimas sendo mulheres negras e 65% dos crimes ocorrendo dentro de casa. A violência sexual contra crianças e adolescentes também aumentou, assim como crimes como assédio, importunação e pornografia infantil — este último, com aumento de 13,1%.

A violência contra crianças e adolescentes teve um crescimento de 3,7% nas MVIs, totalizando 2.356 vítimas. Houve ainda aumento em maus-tratos, abandono de incapaz e agressões em ambiente doméstico.

O estudo revela que, embora o país mantenha uma tendência de queda nas mortes violentas desde 2018, persistem bolsões de violência — sobretudo no Nordeste. Das dez cidades mais violentas do Brasil com mais de 100 mil habitantes, todas estão nessa região, com destaque para Maranguape (CE) e Jequié (BA), que lideram o ranking.

No recorte estadual, Amapá (45,1), Bahia (40,6) e Ceará (37,5) têm as maiores taxas de MVI por 100 mil habitantes. As menores estão em São Paulo (8,2), Santa Catarina (8,5) e Distrito Federal (8,9).

Já a letalidade policial segue alta: 6.243 pessoas foram mortas por agentes de segurança em 2024, o equivalente a 14,1% das MVIs do país. O estado de São Paulo teve aumento de 61% nos casos, puxado pela Operação Escudo na Baixada Santista e pela desativação das câmeras corporais. Em Santos e São Vicente, mais de 60% das mortes violentas foram causadas por policiais.

O Anuário é produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública com dados de fontes oficiais, polícias e governos estaduais.

Com informações Agência Brasil

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