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sexta-feira, 29 de maio, 2026

Mortes por afogamento alertam população quanto a acidentes aquáticos

16/01/2014 – Atualizado em 16/01/2014

O Corpo de Bombeiros de Três Lagoas está à disposição para sanar dúvidas no telefone 193

Por: Marco Campos

As mortes de três crianças por afogamento em piscinas nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Distrito Federal e em Mato Grosso do Sul nos primeiros dias do ano, acordaram o país para um problema de segurança sério, que até então não se era dado à devida atenção tanto por autoridades quanto pela população.

A instalação, manutenção e uso de piscinas não corretamente executadas pode acarretar transtornos gravíssimos, em um lugar onde a única preocupação deveria ser a diversão.

Grandes lagos do País também expõem o perigo e em Três Lagoas, nesta época do ano é comum notar banhistas desrespeitando as normas vigentes nos locais públicos, como por exemplo, o balneário.

A falta de legislação que regulamentaria a criação e execução de projetos em relação a estes locais e piscinas é um fator grave que contribui para que segundo estudos da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), o afogamento em piscinas seja a segunda causa de mortes de crianças na faixa etária de um 1 a 9 anos no Brasil.

O poder público por sua vez, tem uma grande parcela de culpa nesse problema. Apesar de a legislação obrigar a ter um profissional salva-vidas nas áreas de lazer como parques aquáticos, açudes, lagoas, cachoeiras, rios dentre outros, o governo não fiscaliza.
Não existe um órgão específico nesse ponto, que trataria inspecionar se a lei estaria sendo cumprida, como por exemplo, em locais privados, onde a contratação do profissional é do proprietário.

Contudo, cuidados simples poderiam fazer com que 95% dos casos poderiam ser evitados. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) possui um conjunto de normas sobre equipamentos que abordam desde o projeto e execução, até aspectos de segurança, higiene e sistema de tratamento. São normas no qual, se fossem seguidas, poderiam evitar acidentes.

Porém, tais condutas são voluntárias e quem deveria regulamentá-las para que a população fosse obrigada a cumpri-las é o governo. Sem tal medida, dificilmente as pessoas iram segui-las por conta própria e a probabilidade de que mais acidentes aconteçam, são grandes.

O Corpo de Bombeiros de Três Lagoas está à disposição para sanar dúvidas no telefone 193.

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