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domingo, 21 de junho, 2026

Morte suspeita por metanol em Mato Grosso do Sul entra em balanço oficial do Ministério da Saúde

Governo Federal confirmou inclusão do caso de Campo Grande entre as notificações por possível intoxicação pela substância

O Ministério da Saúde confirmou nesta sexta-feira (3) que a morte suspeita de Matheus Santana Falcão, de 21 anos, em Campo Grande, foi incluída no balanço nacional de casos relacionados ao consumo de metanol. Em todo o Brasil, já são 113 notificações, 11 confirmadas e 102 em investigação.

De acordo com o levantamento, o estado de São Paulo concentra mais de 90% das notificações, com 101 registros (11 confirmados e 90 em análise). Pernambuco aparece com seis casos suspeitos, seguido por Bahia e Distrito Federal, com dois cada. Paraná e Mato Grosso do Sul notificaram, até o momento, um caso em investigação cada.

O relatório também aponta 12 mortes relacionadas à intoxicação por metanol. Uma delas foi confirmada em São Paulo, enquanto outras 11 ainda estão sob análise — oito no próprio estado, uma em Pernambuco, uma na Bahia e uma em Mato Grosso do Sul.

Para reforçar a resposta ao surto, o Ministério da Saúde informou que adquiriu 4,3 mil ampolas de etanol farmacêutico, antídoto usado no tratamento desse tipo de intoxicação, e já providencia a compra de mais 5 mil tratamentos.

O governo também acionou agências reguladoras internacionais e a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) para obter unidades de fomepizol, outro medicamento eficaz contra o envenenamento por metanol, mas de difícil acesso no mercado global.

O ministério orientou estados e municípios a notificarem imediatamente qualquer caso suspeito. Além disso, foi instalada uma Sala de Situação nacional para monitorar as ocorrências, que permanecerá ativa enquanto houver risco sanitário.

Caso em Mato Grosso do Sul

Matheus Santana morreu em Campo Grande após apresentar sintomas graves de intoxicação, possivelmente causada por metanol, tornando-se o primeiro caso suspeito registrado no estado. Ele deu entrada na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro Universitário consciente, relatando náuseas, vômitos e mal-estar gástrico, mas o quadro se agravou rapidamente, resultando em parada cardiorrespiratória e óbito cerca de 1h30 após a chegada à unidade.

Amostras de sangue e urina foram coletadas e encaminhadas ao Lacen (Laboratório Central) para análise toxicológica.

A investigação também inclui a coleta de frascos de bebidas alcoólicas na residência da vítima e em estabelecimentos do Jardim Nashville, conduzida pela Polícia Civil, Procon e Vigilância Sanitária. A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) informou que segue os protocolos de rotina e que, até o momento, não foram detectadas substâncias adulteradas em bebidas comercializadas na cidade.

Com informações: Campo Grande News

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