18/06/2016 – Atualizado em 18/06/2016
Raul Jungmann menciona que Sisfron não avança por não haver recursos necessários
Diário Digital
O reforço de segurança nas fronteiras internacionais esbarra na falta de dinheiro. A explicação é do ministro da Defesa Raul Jungmann que está em Mato Grosso do Sul para acompanhar atividades da Operação Ágata 11. Durante entrevista coletiva, na Base Aérea da Capital, ele foi questionado sobre a guerra entre traficantes no Paraguai.
“Atuamos em função do orçamento que recebemos, no limite do que o Congresso nos autoriza (…) Acreditamos sim que seria muito bom termos maior presença na fronteira (…) Atualmente já temos um programa fantástico, o Sisfron (Sistema de Monitoramento das Fronteiras) que inclui postos, radares, satélites. Se ele não está totalmente implantado é porque até aqui não conseguimos os recursos necessários”, disse, mencionando a crise fiscal enfrentada pelo País.
Na quarta-feira passada, 15 de junho, a guerra entre traficantes explodiu em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, fronteira com a cidade de Ponta Porã. O narcotraficante Jorge Rafaat foi executado com armamento de guerra em via pública num intenso tiroteio entre pistoleiros e os seguranças da vítima. Rafaat era considerado um dos chefes do narcotráfico na região.
O ministro considerou a ocorrência grave, mas chamou atenção para o fato de que o crime ocorreu no lado paraguaio. Ele mencionou ainda que a Operação Ágata em andamento para proporcionar mais segurança às fronteiras protegeu o lado brasileiro. “A Operação Ágata que estava em andamento foi um fator de estabilização, evitou que guerra entre gangues nos alcançasse e fosse pior”, avaliou.
Satélite – Durante a entrevista coletiva, o ministro revelou que na próxima terça-feira, dia 21, o Brasil começará a testar um satélite de baixa altitude de tecnologia israelense. Conforme o ministro, o equipamento possibilita a aproximação em até 50 cm em um espaço de 450 km.
“É capaz de visualizar objetos e identificá-los”, disse. O satélite será testado nas Olimpíadas, mas futuramente poderá ser utilizado para vigilância das fronteiras.
O ministro que cancelou a viagem a Ponta Porã por causa do mau tempo deve seguir neste sábado, dia 18, para a cidade de Corumbá, onde acompanhará atividades da Força Naval Componente, como patrulhas fluviais e Ação Cívico-Social em comunidades ribeirinhas ao longo do rio Paraguai.



