27.3 C
Três Lagoas
sábado, 31 de janeiro, 2026

Ministério da Saúde afirma que vírus Nipah não representa risco ao Brasil

Avaliação segue a Organização Mundial da Saúde, que aponta baixo potencial pandêmico da doença

O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (30) que o vírus Nipah, após a confirmação de dois casos na província indiana de Bengala Ocidental, não representa ameaça à população brasileira e tem baixo potencial de causar uma nova pandemia. A avaliação está alinhada ao posicionamento da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo a pasta, o último caso confirmado na Índia foi diagnosticado em 13 de janeiro. Desde então, 198 pessoas que tiveram contato com os infectados foram identificadas, monitoradas e testadas, todas com resultado negativo para a doença. “Diante do cenário atual, não há qualquer indicação de risco para a população brasileira. As autoridades de saúde seguem em monitoramento contínuo, em alinhamento com organismos internacionais”, destacou o ministério em nota.

O governo federal ressaltou ainda que o Brasil mantém protocolos permanentes de vigilância e resposta a agentes altamente patogênicos, em articulação com instituições de referência como o Instituto Evandro Chagas e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), além do apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

O vírus Nipah já foi identificado em outros episódios no Sudeste Asiático. De acordo com a OMS, ele foi descoberto em 1999, durante um surto entre criadores de porcos na Malásia, e desde então é detectado com certa regularidade em países como Bangladesh e Índia.

Consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, o professor Benedito Fonseca, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), explicou à Agência Brasil que a ocorrência dos casos está relacionada à presença de uma espécie de morcego que atua como hospedeiro natural do vírus. Por esse motivo, o Nipah é classificado como zoonótico.

Esses morcegos, inexistentes no continente americano, alimentam-se de frutas e de uma seiva doce também consumida por humanos e animais domésticos, o que favorece a contaminação. Há ainda registros de transmissão por meio de secreções de pessoas infectadas.

“Os vírus zoonóticos costumam ter uma relação muito íntima com o seu reservatório. Esse morcego tem ampla distribuição na Ásia, mas não existe na Europa nem nas Américas. Por isso, o potencial pandêmico, com disseminação global, é pequeno”, avaliou o especialista.

Com informações agência Brasil

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Frente fria mantém instabilidade em Três Lagoas neste sábado

Cenário segue instável nos próximos dias, segundo informações do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul

Sessão solene em 3 de fevereiro abre oficialmente o ano legislativo na ALEMS

Cerimônia marca a instalação da 4ª Sessão Legislativa da 12ª Legislatura e contará com mensagem do governador Eduardo Riedel A Assembleia Legislativa de Mato Grosso...

Detran-MS alerta população sobre golpe que usa falso site do programa CNH do Brasil

Criminosos simulam página do Gov.br e cobram taxas inexistentes para enganar candidatos à primeira habilitação O Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul...