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‘Minha vida acabou’, diz mãe de bebê asfixiado por padrasto no Rio

10/12/2014 – Atualizado em 10/12/2014

Por: G1.com.br

Inconformada com a morte brutal da filha de 11 meses, Roberta Carvalho pediu justiça e punição para o próprio marido, que confessou ter asfixiado e matado o bebê com uma fralda na residência do casal no bairro do Estácio, na Zona Norte do Rio.

“Ele não poderia ter matado a minha filha. Como agora eu posso viver no meu apartamento sem a minha filha? Eu olho pro quarto da minha filha e vejo brinquedos. Ele foi um covarde, sem escrúpulos. O nosso país tinha que ter pena de morte. Uma pessoa que mata uma criança assim tem que ir para pena de morte. Eu confiei nele, coloquei ele dentro do meu apartamento. Minha vida acabou”, disse a mãe.

O padrasto do bebê, Fernando Mariano, de 29 anos, confessou o crime à polícia e disse que matou a criança porque se irritou com o choro.
“Fiquei nervoso, agoniado, neném chorando. Sem saber o que fazer, fiz mamadeira para a neném, que continuou com fome. Dei comida pra ela, limpei ela e ela continuou chorando. Fiquei nervoso, peguei a fralda e sufoquei a neném. Eu nervoso, sem saber o que fazer, esperando a Roberta. Peguei a bolsa, coloquei a neném e botei lá no negócio do lixo”, disse Mariano.

Segundo a polícia, Fernando também disse ter sido motivado por uma rixa com o ex-marido de sua companheira e pai do bebê.
“A mãe da menina não tem nada a ver com nada, estava nervoso com a neném chorando, descobri que ela vinha me traindo, fui juntando tudo. Eu estou apto para pagar pelo crime que eu cometi. Eu só peço perdão para a mãe e para a avó. Eu tenho que pagar pelo meu crime realmente”. Roberta, no entanto, negou que tenha traído Fernando.

Corpo de bebê foi jogado no lixo
Após matar a criança na quarta-feira (4), Fernando embrulhou o corpo em uma sacola e jogou no lixo. Em seguida, acusou o pai de ter levado a menor e registrou a ocorrência na delegacia. Durante as investigações, os agentes descobriram que tudo não passou de uma encenação na tentativa de encobrir o crime.

Na tarde desta terça (9), os agentes encontraram o corpo do bebê embrulhado em uma sacola, próximo ao centro de transferência de lixo da Comlurb no Caju, na Zona Portuária. A mãe da vítima reconheceu a chupeta encontrada junto ao corpo, mas devido ao estado de decomposição, será necessário um exame de DNA para a confirmação legal.

“Ele é um mau caráter, um assassino, um monstro. A pessoa que pega uma criança que vai fazer um ano e não tem defesa é um monstro”, afirmou a avó da criança Sandra Maria Fernandes de Lima.

De acordo com a polícia, Fernando estava em liberdade condicional e cumpria pena por roubo. Ele foi autuado por ocultação de cadáver e indiciado por homicídio qualificado.

Créditos: G1.com.br

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