24.4 C
Três Lagoas
quarta-feira, 25 de março, 2026

Mercado financeiro reduz levemente previsão de inflação e mantém projeção de juros em 15%

Boletim Focus aponta expectativa de IPCA em 4,55% para 2025 e mantém estimativa de taxa Selic em 15% até o fim do ano

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, passou de 4,56% para 4,55% este ano.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (3) no boletim Focus, pesquisa semanal publicada pelo Banco Central (BC) em Brasília com projeções de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2026, a projeção da inflação permaneceu em 4,2%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 3,8% e 3,5%, respectivamente.

Mesmo com a leve redução, a estimativa para este ano ainda está acima do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Isso significa que o limite superior é de 4,5%.

Em setembro, o IPCA subiu 0,48%, influenciado principalmente pelo aumento na conta de luz. Em 12 meses, a inflação acumula alta de 5,17%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

JUROS

Para conter a inflação, o Banco Central utiliza como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

De acordo com a ata da última reunião, realizada em setembro, o colegiado pretende manter a taxa em patamar elevado “por período bastante prolongado”, até que o índice de preços convirja para a meta.

O Copom volta a se reunir nos dias 4 e 5 de novembro para reavaliar a taxa. Analistas do mercado projetam que a Selic encerre 2025 ainda em 15% ao ano. Para o fim de 2026, a expectativa é de queda para 12,25%. Em 2027 e 2028, a taxa deve recuar para 10,5% e 10% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom eleva os juros, a intenção é reduzir a demanda e conter a inflação, já que o crédito se torna mais caro e o consumo desacelera. No entanto, juros mais altos também limitam a expansão econômica. Por outro lado, quando a Selic é reduzida, o crédito tende a ficar mais barato, estimulando o consumo e a produção.

CRESCIMENTO

Nesta edição do boletim Focus, as instituições financeiras mantiveram a projeção de crescimento da economia brasileira em 2,16% para este ano. Para 2026, a previsão do Produto Interno Bruto (PIB), que representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, é de 1,78%.

Para 2027 e 2028, o mercado estima expansão de 1,9% e 2%, respectivamente. O resultado reflete a continuidade de um ritmo moderado de crescimento, impulsionado especialmente pelos setores de serviços e indústria.

No segundo trimestre deste ano, a economia brasileira cresceu 0,4%. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%, marcando o quarto ano consecutivo de avanço e o melhor resultado desde 2021, quando o crescimento atingiu 4,8%.

CÂMBIO

A previsão para a cotação do dólar também foi mantida. O mercado estima que a moeda norte-americana encerre 2025 em R$ 5,41. Para o fim de 2026, a projeção é de R$ 5,50.

Com informações Agência Brasil

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Hospital Auxiliadora conquista reconhecimento nacional como UTI Top Performer e reafirma excelência em terapia intensiva

A Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) e a Epimed Solutions anunciaram nesta semana os resultados da edição 2026 da certificação anual que reconhece...

Tráfico escancarado em plena luz do dia termina com prisão de suspeito pela Força Tática

Suspeito foi flagrado vendendo maconha e acabou detido com droga dentro de casa usada como ponto de venda.

Foragido tenta se esconder no mato, mas acaba capturado pela GETAM no bairro Paranapungá

Recaptura aconteceu após tentativa de fuga na noite da última segunda-feira, 23.