Geral – 04/08/2012 – 14:08
A operação Cururpira, deflagrada ontem (3) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), na Câmara Municipal de Deodápolis – distante a 260 km de Campo Grande, descobriu um esquema de “mensalinho” que desviou dos cofres públicos R$ 36 mil, apenas em 2012. O dinheiro vinha de pagamentos feitos aos vereadores por diárias de viagens, as quais não eram realizadas.
Os promotores de Justiça constataram a existência de um “mensalinho” após ouvir o Presidente da Câmara, Expedito Ponciano (PSD), o contador Osvaldo Ursolino da Rosa e a prestadora de serviço Letícia Ramalheiro. Apenas o vereador Valdecir Trevisan (PMDB) foi preso, por porte ilegal de arma de fogo.
Após deflagrada a operação, os promotores realizaram na sexta-feira (3), busca e apreensão na câmara de vereadores em Deodápolis e em duas residências em Glória de Dourados, sendo a de Osvaldo e Letícia. Segundo informações do Gaeco, não há um cáculo total da fraude, uma vez que os documentos de 2010 e 2011 que foram apreendidos, ainda serão analisados.
Além do presidente da Câmara e de Valdecir, que foi preso, outros três vereadores estariam envolvidos no esquema de corrupção, sendo o vice presidente da Casa de Leis, José Manoel Rosa (PDT), o primeiro secretário, Márcio Teles (PSD) e o segundo secretário, Francisco Euzébio de Oliveira (PDT).
Na denuncia consta ainda a falsificação de documentos para obtenção de empréstimos consignados.
Fonte: Midiamax


