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quarta-feira, 19 de janeiro, 2022

Membros de gangue envolvidos em banho de sangue são condenados

30/08/2013 – Atualizado em 30/08/2013

Membros de gangue envolvidos em banho de sangue são condenados

Por: Mil Notícias

O Ministério Público obteve na Justiça a condenação de Wanderson Junior da Silva, 28, da rua 21 na cohab São João e Rangel Dias dos Santos, da rua Londres, jardim Europa, a pena de reclusão de 40 e 42 anos, respectivamente, em regime fechado, acusados de duplo homicídio praticado em 18 de março de 2010, na rua C da cohab Antônio Pegoraro, bairro Pereira Jordão. Os dois já estavam presos na penitenciária de Andradina.
Os dois homens eram então integrantes da chamada “gangue do Benfica”, envolvidos em uma sangrenta batalha contra a gangue do bairro Pereira Jordão, que resultou em pelo menos 10 homicídios e outras 20 tentativas. O julgamento dos dois por duplo homicídio aconteceu no fórum local no último dia 22 (quinta-feira).

As vítimas foram o soldador Fabiano Rodrigues do Nascimento, o “Negão”, então com 31 anos e o desempregado Rainer Lucas Carvalho, 20, da rua C, na cohab do bairro Pereira Jordão, onde ocorreu o homicídio.

Conforme o apurado à época, “Fabiano Negão” não estava envolvido na guerra entre os bairros, somente Rainer (seu amigo), mas os acusados aproveitaram que um deles o conhecia e se aproximaram em um Golf na cor preta e, em frente da casa de Rainer, chamaram “Negão” e, sem possibilitar defesa à vítima, efetuaram diversos disparos de arma de fogo, acertando-o primeiro na testa quando ele se abaixou para ver quem estava dentro do carro. Outros tiros o acertaram nas pernas e tórax, provocando sua morte na hora.

Ao perceber os tiros, Rainer tentou correr para dentro do quintal de sua casa, levando um tiro no tórax, lado esquerdo, na altura do coração, caindo mortalmente ferido entre o portão e a porta da residência. Os bombeiros chegaram a socorrê-lo, mas entrou em óbito minutos depois. Conforme o apurado, o autor dos disparos foi Rangel Dias dos Santos, enquanto Vanderson dirigia o veículo.

Depois dos tiros, os autores fugiram sentido à cohab São João, mas foram perseguidos por uma viatura da Polícia Militar que estava a menos de trezentos metros do local do homicídio e, com apoio de outras viaturas, conseguiram realizar o cerco e prender quatro pessoas próximo da quadro de esportes daquela cohab.

Somente Rodrigo Pio de Oliveira, o “Diguinho”, foi solto meses depois por falta de provas. Ele estava na garupa de uma Twister vermelha quando da abordagem e não teria sido possível vincular sua presença no local dos crimes. O quarto envolvido foi identificado como Sérgio Sacco, o “Tetinha”, que estava no banco de passageiros do Golf, está preso e deverá ser julgado por esse e outros crimes de homicídio, já que seria o líder da gangue do Benfica, cuja guerra teve início com ele, após uma desavença com moradores do Pereira Jordão.

WANDERSON CONDENADO POR TRÁFICO

Desde que foi preso em março de 2010, após o duplo homicídio, Vanderson, após permanecer um certo período no CDP – Centro de Detenção Provisória de Caiuá (região de Presidente Prudente), foi encaminhado para a penitenciária de Andradina e acabou sendo flagrado por uma operação do GAECO – Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, indiciado e condenado a pena de 22 anos por tráfico de droga.

Conforme as investigações, Wanderson era o responsável e negociava a droga com outros presos e envolvia seus familiares na entrega de entorpecentes para outros traficantes da cidade ligados aos presos e também na introdução da droga na unidade prisional. Ele trabalhava para a quadrilha comandada por Reinaldo José Leite, o “Alemão”, ou o “Patrão”, como gostava de ser chamado. (acompanhe o caso baiaxo)

QUADRILHA DO PATRÃO

O Ministério Público obteve na Justiça a condenação de 25 integrantes de uma organização criminosa que explorava o tráfico de drogas em Andradina. As penas variam de três anos a 25 anos de prisão.

A quadrilha, liderada por Reinaldo José Leite, o “Alemão”, foi identificada pelo Ministério Público em 2010. Os Promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) – Núcleo Araçatuba comprovaram que Reinaldo financiava o tráfico local adquirindo drogas nos países de fronteira com o Mato Grosso do Sul, para onde viajava com frequência.

Em Andradina, seu braço direito era Alcides Roque Filho, proprietário de uma empresa de mototáxi, que utilizava os mototaxistas para abastecer os pontos de venda e recolher o dinheiro posteriormente repassado a “Alemão”.

Com o dinheiro do tráfico, “Alemão” se enriqueceu. Adquiriu chácara, casas, veículos de luxo e motocicletas, parte delas deixada em poder dos mototaxistas para o exercício da atividade ilícita.

O manejo das drogas na cidade, adicionando misturas e preparando porções era feito por Maria Vilma de Souza e Edilaine Souza Lopes, respectivamente ex-sogra e ex-mulher de Alcides Roque Filho. Reinaldo José Leite, além de abastecer com drogas gangues rivais da cidade, também fornecia drogas para presos da Penitenciária de Andradina, dentre eles Wanderson Júnior da Silva, que negociava a droga com outros presos e envolvia seus familiares na entrega de entorpecentes para outros traficantes da cidade ligados aos presos e também na introdução da droga na unidade prisional.

Ainda tramita na Justiça denúncia por lavagem de dinheiro contra os acusados Reinaldo José Leite, sua mulher Cristina Machado Vilhalba, Pedro do Nascimento Gomes e José Carlos de Oliveira Fonseca.

OUTROS MEMBROS DA GANGUE CONDENADOS

Jhonatan Willian de Souza, o “Timão” e Maycon de Souza Moreira, o “Maiquinho”, também do Benfica, foram condenados a mais de 30 anos de prisão em maio desse ano, por tentatIvas de homicídio contra dois moradores do bairro Pereira Jordão, que nada tinham a ver com a guerra e estavam bebendo em um bar localizado no cruzamento das ruas Paes Leme e Itararé, mesmo bairro onde moram. Um deles se recuperou bem e o outro ficou tetraplégico depois de levar um tiro na coluna. Hoje sua família mora em Três Lagoas/MS

OUTRO HOMICÍDIO E PRISÃO

O desempregado Alex Gomes dos Santos Cardoso, o “Alex Caolho”, 22, do bairro Benfica, foi condenado em novembro de 2012 a 13 anos de reclusão pelo homicídio do ex-empacotador de supermercados, Cezarino Gomes Ribeiro, então com 18 anos à época, residente na rua Hassan Jaruche, bairro Santo Antônio, ocorrido em 25 de novembro de 2010, ao lado da escola Ondina Hofig de Castilho, no bairro Pereira Jordão. O outro acusado, Wesley Henrique Masteguin, o “Zumbi”, 25, foi absolvido.

Fabiano (esq) foi morto com um tiro na testa e Rainer com um no caoração. Os tiros foram dados por Rangel.Foto: Mil Notícias

Wanderson Jr. da Silva, 28 anos, da Rua 21 Cohab São João, ele dirigia o veículo no homicídio e durante a fuga.Foto: Mil Notícias

Gol utilizado no crime e na fuga.Foto: Mil Notícias

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