33.3 C
Três Lagoas
quarta-feira, 4 de março, 2026

Médica é acusada de mutilação genital de meninas e pode pegar prisão perpétua nos EUA

15/04/2017 09h42

Jumana Nagarwala teria cometido o crime por 12 anos consecutivos

Por: Midia Max

Uma médica de Detroit está sendo acusada de mutilação genital feminina em casos que envolveriam garotas entre seis e oitos anos de idade nos Estados Unidos.

Jumana Nagarwala teria cometido o crime por 12 anos consecutivos e começou a ser investigada depois que a polícia recebeu um alerta sobre ela.

Se for considerada culpada, Nagarwala poderá ser condenada à prisão perpétua.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define mutilação genital feminina (MGF) como “todos os procedimentos que, de forma intencional ou por motivos médicos, alteram ou lesionam a genitália feminina”.

A prática, que é particularmente comum em 30 países da África, do Oriente Médio e da Ásia por motivos religiosos, foi declarada ilegal nos Estados Unidos em 1996.

‘Forma brutal de violência’

A imprensa local divulgou que, em uma entrevista voluntária com investigadores no início da semana, Nagarwala negou ter praticado qualquer procedimento que envolva mutilação genital feminina.

Mas as autoridades a acusam de ter executado “terríveis atos de brutalidade nas vítimas mais vulneráveis”.
Segundo a polícia, algumas das suas pacientes chegaram ao seu consultório de fora do Estado de Michigan e receberam instruções para não falar sobre os procedimentos.

“A mutilação genital feminina é uma forma especialmente brutal de violência contra mulheres e meninas. Também é um crime federal muito grave nos Estados Unidos”, disse o promotor Daniel Lemisch.

“Esta prática não tem lugar na sociedade moderna, e quem praticar isso em menores de idade vai ter que responder à lei federal”, acrescentou.

O primeiro caso conhecido de mutilação genital feminina nos Estados Unidos veio à tona em 2006, quando um imigrante etíope foi condenado a 10 anos de prisão por lesão corporal qualificada e crueldade contra criança por ter mutilado sua própria filha com tesouras cinco anos antes.

Mas Shelby Quast, diretora da ONG Equality nos Estados Unidos, disse à agência de notícias AFP que Nagarwala é “sem dúvida a primeira médica acusada por essa prática nos Estados Unidos”.

Em 2012, as autoridades americanas disseram que mais de 500 mil meninas e mulheres do país haviam sido vítimas de mutilação genital ou estavam sob o risco de se tornarem vítimas.

Segundo a ONU, aproximadamente 200 milhões de meninas e mulheres em todo o mundo foram vítimas de mutilação genital feminina – a metade delas no Egito, na Etiópia e na Indonésia.

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Padre Cláudio destaca Dia Mundial da Oração e anuncia novo espaço da Área Pastoral Santa Dulce

Durante entrevista ao Hora da Notícia, o padre falou sobre fé, comunidade e confirmou a criação do Rincão Santa Dulce dos Pobres na Vila...

Prefeito visita a Suzano e fortalece parceria em prol do desenvolvimento da cidade

A agenda teve como objetivo fortalecer a parceria entre a Administração Municipal e a empresa O prefeito de Três Lagoas, Dr. Cassiano Maia, realizou nesta...

Crime de estupro: entenda as agravantes e punições previstas em lei

Legislação brasileira amplia penas em caso de estupro coletivo No Rio de Janeiro, a Polícia Civil investiga um estupro coletivo contra uma garota de 17 anos,...