24/01/2017 – Atualizado em 24/01/2017
Solicitação foi feita após reunião no Palácio do Planalto na semana passada e confirmada ao G1 pelo governo do estado; ainda não há resposta do governo federal para o pedido.
Por: Radio Portal News
O governo do Mato Grosso do Sul informou ao G1 nesta segunda-feira (23) que solicitou apoio das Forças Armadas nas regiões de fronteira. O objetivo, segundo a assessoria, é aumentar o controle das fronteiras e combater o tráfico de drogas. O estado faz fronteira com Bolívia e Paraguai.
O pedido de auxílio das Forças Armadas foi feito diretamente ao presidente da República, Michel Temer pela vice-governadora do estado, Rose Modesto, após reunião no Palácio do Planalto na última quarta-feira (18), convocada para discutir a crise de violência e rebeliões nas penitenciárias brasileiras. O estado, porém, ainda não oficializou o pedido. Só depois disso é que o governo federal deve dar a resposta.
O encontro foi realizado um dia após o governo federal anunciar que colocaria as Forças Armadas à disposição dos governadores de todo o país para operações específicas em presídios – somente neste ano, mais de 130 presos morreram em motins e disputas de facções em presídios, principalmente no Norte e Nordeste.
O Fantástico, da TV Globo, informou há duas semanas que a ordem para a rebelião que resultou no massacre de 56 detentos no Complexo Anísio Jobim, em Manaus (AM), partiu de chefes de facções criminosas presos no presídio federal de segurança máxima de Campo Grande (MS).
Embora não tenha registrado rebeliões em presídios neste ano, Mato Grosso do Sul é o segundo estado a solicitar apoio das Forças Armadas para atuação nas regiões de fronteiras. Na semana passada, o governo de Roraima já havia feito pedido semelhante. Roraima também solicitou apoio dos militares para inspeções nos presídios.
Para os governos dos dois estados, o controle da entrada e da saída de drogas nas fronteiras pode enfraquecer as facções criminosas que se sustentam do dinheiro do tráfico e que, atualmente, são centro da crise nos presídios brasileiros. Além disso, entendem que o controle das fronteiras não cabe apenas aos estados, mas também ao governo federal.



