Mato Grosso do Sul ocupa a segunda posição no ranking nacional de estados com maior número de reconhecimentos federais relacionados a incêndios em áreas protegidas. Levantamento considera registros em parques, áreas de proteção ambiental e áreas de preservação permanente entre janeiro de 2016 e junho de 2026. No período, o Estado contabilizou 92 reconhecimentos, o equivalente a 28,6% dos 322 registros registrados em todo o Brasil.
O número coloca Mato Grosso do Sul atrás apenas de Mato Grosso, que lidera o levantamento com 202 reconhecimentos. Os dados mostram a dimensão dos impactos provocados pelo fogo sobre áreas ambientalmente protegidas e reforçam a preocupação com a preservação dos biomas presentes no Estado, especialmente em um cenário marcado por períodos prolongados de estiagem, altas temperaturas e baixa umidade do ar.
Outro dado chama a atenção: mais da metade dos reconhecimentos registrados em Mato Grosso do Sul, 52,9%, está relacionada diretamente a ocorrências de incêndios. A situação ganha ainda mais relevância diante do avanço das queimadas neste ano. Até 17 de agosto, a área atingida pelo fogo no Estado já havia chegado a 101.483 hectares, segundo levantamento divulgado nesta semana.
O cenário reforça a necessidade de ações permanentes de prevenção, monitoramento e combate aos incêndios florestais, principalmente durante o período de seca. Além dos impactos sobre a vegetação, o fogo pode atingir a fauna, comprometer nascentes e cursos d’água e provocar prejuízos ambientais de longo prazo. Em Mato Grosso do Sul, iniciativas de monitoramento com satélites, drones e equipes especializadas vêm sendo utilizadas para identificar focos e reduzir o avanço das chamas em áreas de vegetação nativa.


