Mato Grosso do Sul aparece em um cenário alarmante quando o assunto é saúde mental entre crianças e adolescentes. De acordo com dados divulgados pelo Atlas da Violência 2025, o Estado possui a terceira maior taxa de suicídios entre jovens de 10 a 19 anos em todo o Brasil. O levantamento aponta que a taxa sul-mato-grossense ultrapassa a média nacional e acende um alerta para autoridades, profissionais da saúde e instituições de ensino sobre a necessidade de ações urgentes de prevenção e acolhimento psicológico.
Os números revelam uma realidade preocupante. Conforme o estudo, Mato Grosso do Sul registrou taxa superior a 10 casos por 100 mil habitantes nessa faixa etária, ficando atrás apenas de estados da Região Norte. Especialistas apontam que diversos fatores contribuem para o aumento dos casos, entre eles problemas familiares, bullying, violência doméstica, dificuldades emocionais, uso excessivo das redes sociais e a falta de acesso contínuo a acompanhamento psicológico. Outro ponto destacado é o impacto da vulnerabilidade social e emocional enfrentada por muitos adolescentes nos últimos anos.
O Atlas também chama atenção para o crescimento das internações relacionadas a tentativas de suicídio em Mato Grosso do Sul ao longo da última década. Em algumas regiões do Estado, principalmente entre comunidades indígenas, os índices são ainda mais preocupantes e considerados os maiores do País proporcionalmente. Entidades ligadas à saúde mental defendem a ampliação de políticas públicas, reforço nas equipes multidisciplinares e maior presença de psicólogos e assistentes sociais nas escolas para identificar sinais precoces de sofrimento emocional entre crianças e jovens.
Diante desse cenário, órgãos públicos e instituições sociais reforçam a importância da conscientização e do diálogo sobre saúde mental. Campanhas educativas, canais de apoio emocional e programas de prevenção ao suicídio vêm sendo intensificados em diversas cidades sul-mato-grossenses. Profissionais alertam que mudanças bruscas de comportamento, isolamento, tristeza constante e falas relacionadas à desesperança podem ser sinais de alerta. A orientação é que familiares e amigos procurem ajuda especializada imediatamente ao perceber qualquer indício de sofrimento psicológico entre adolescentes e crianças.


