15/12/2017 18h48
Nesta quinta, Henrique Meirelles (Fazenda) disse que governo discute mudar proposta da Previdência em relação a servidores. Segundo Marun, eventuais mudanças terão de atrair mais votos.
Por: G1
O novo ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (PMDB-MS), afirmou nesta sexta-feira (15), durante sua posse, que não há um “compromisso” do Palácio do Planalto em flexibilizar a proposta de reforma da Previdência em relação aos servidores públicos.
A declaração de Marun foi dada um dias após o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmar que o governo estuda fazer uma “modificação pontual” no texto da reforma.
Pela proposta enviada pelo governo ao Congresso, servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada deverão respeitar regras similares de aposentadoria.
“Não temos nenhum compromisso com qualquer tipo de flexibilização. Estamos ouvindo, como já ouvimos, e podemos ouvir. Compromisso nenhum foi firmado”, disse Marun nesta sexta, após tomar posse como ministro.
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Votos a favor da reforma
À frente da Secretaria de Governo, Marun terá como um dos principais desafios garantir votos a favor da reforma da Previdência. A proposta precisa de 308 votos favoráveis para seguir para o Senado.
O objetivo do governo era votar a reforma ainda neste ano, mas a análise ficou para fevereiro do ano que vem.
Na primeira entrevista como ministro, Marun disse que eventuais mudanças na proposta terão de resultar, necessariamente, em mais votos a favor da reforma.
“O importante é que aqueles que nos trazem sugestões de modificação tragam juntos os votos que essa modificação pode contribuir”, disse Marun.
“Simplesmente ‘muda isso’, ‘muda aquilo’ e, efetivamente não contribuir para o número de votos que nós temos, não é uma situação que soma”, acrescentou.



