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Marido obrigava esposa a se vestir de homem, diz polícia

10/09/2014 – Atualizado em 10/09/2014

Marido batia na mulher e a obrigava a se vestir de homem em Rondônia, diz polícia

Aposentado usava fio elétricos e chave de fenda para agredir a vítima e os três filhos do casal

Por: R7

Uma mulher apanhava do marido, era mantida em cárcere privado e ainda era obrigada a se vestir de homem no Vale do Paraíso, interior de Rondônia, segundo informações da Polícia Civil da região. O casal tinha três filhos pequenos que também eram agredidos. Rutileia Flauzino de Oliveira, de 31 anos, disse à polícia que o marido batia nela e nas crianças — dois gêmeos de um ano e outro menino de dois — com fios de eletricidade e até com uma chave de fenda.

Desesperada, ela procurou a delegacia de Ouro Preto do Oeste na última sexta-feira (5), como conta o delegado Roberto dos Santos da Silva, responsável pelo caso.

— Ela estava em pânico quando chegou aqui informando que tinha conseguido fugir de casa.

Segundo a vítima, ela e o marido, o aposentado Agripino Rodrigues de Oliveira, de 53 anos, estão casados há sete anos. Rutileia disse ainda que era constantemente agredida e quase não podia sair de casa. Ao delegado, a vítima disse que apanhava por motivos fúteis.

— Ela disse que, por qualquer motivo fútil, ele ficava com raiva dela. Se o almoço não estava feito do jeito que ele queria e ele acabava a lesionando.

Antes de ir à delegacia, ela tirou fotos das próprias costas com um celular. As imagens mostram vários arranhões e até mordidas que teriam sido causados pelo marido.

De acordo com o delegado, Rutileia disse que ela era obrigada a se vestir de homem.

— Ela disse que era para que as pessoas não olhassem para ela, por questões de ciúmes.

Rutileia era proibida de falar até com os vizinhos e, nas poucas vezes que saía de casa, era acompanhada pelo marido.

A vítima e os filhos foram levados para a casa de parentes. A Polícia Civil solicitou medidas protetivas para ela baseadas na Lei Maria da Penha, como impedir que Oliveira chegue a menos de 200 metros da mulher. O caso foi registrado como lesão corporal/violência doméstica. O agressor não foi encontrado para prestar esclarecimentos. Como não houve flagrante, ele deve responder em liberdade pelo crime.

Mulher registrou com celular as agressões do maridoArquivo pessoal

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