Unicef aponta que pobreza infantil diminuiu entre 2019 e 2022, mas índices continuam altos no Estado.
CORREIO DO ESTADO – Em Mato Grosso do Sul, cerca de 63% das crianças e dos adolescentes entre 0 e 17 anos têm alguma vulnerabilidade relacionada a educação, moradia, informação (internet e televisão), água, saneamento ou renda familiar.
Em comparação entre 2019 e 2022, dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) apontam que houve uma redução de 3% nesse índice, já que no primeiro ano 66,3% das crianças estavam em situações precárias.
De acordo com o relatório “Pobreza Multidimensional na Infância e Adolescência no Brasil”, divulgado pelo Unicef, 332,6 mil crianças, representando 43,96% do grupo, enfrentam desafios relacionados à falta de acesso a condições sanitárias adequadas. Quanto à educação, o estudo avalia que, em Mato Grosso do Sul, 11,35% das pessoas com até 17 anos tiveram privações em 2022.

O acesso à moradia apresentou desafios para 7,96% da população nessa faixa etária, enquanto o acesso à água e à informação mostrou desempenho mais satisfatório, registrando 1,52% e 1,53% de privações, respectivamente. No aspecto da escassez de recursos financeiros, 26,08% vivem em situação de pobreza intermediária, o que se traduz em pelo menos 116,9 mil crianças.
O relatório estabelece que a dimensão financeira diz respeito ao número de crianças e adolescentes que vivem com recursos abaixo do mínimo necessário para satisfazer suas necessidades (R$ 541 mensais por pessoa em áreas urbanas e R$ 386 em áreas rurais). Outras 30,4 mil crianças (4%) vivenciam o cenário mais crítico, caracterizado pela privação extrema, que ocorre quando a renda por pessoa é inferior a R$ 220 na cidade e R$ 180 em áreas rurais.


