20.8 C
Três Lagoas
quarta-feira, 11 de fevereiro, 2026

Mãe e filha são presas em MT por não combaterem focos do Aedes aegypti

03/03/2016 – Atualizado em 03/03/2016

Depois de ser multada, uma delas xingou os agentes de fiscalização. As duas viraram rés na Justiça e vão responder pelo crime de epidemia.

Por: G1

Mãe e filha foram presas na manhã desta quinta-feira (3) em Aripuanã, distante 976 km de Cuiabá, por não terem limpado o quintal de casa para combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, febre chikungunya e vírus da zika. No local, havia uma caixa d’água com buraco na tampa, recipientes que acumulam água e uma fossa aberta.

As prisões preventivas foram decretadas a pedido do Ministério Público do Estado e não têm prazo determinado para terminar.

A prisão preventiva é considerada medida cautelar para evitar que o réu cometa novos crimes ou que, caso fique em liberdade, fuja ou atrapalhe a coleta de provas. A Justiça também aceitou denúncia contra as duas, que vão responder pelo crime de epidemia, relacionado à saúde pública.

O município onde elas moram tem pouco mais de 20,6 mil habitantes e, em fevereiro deste ano, a prefeitura de Aripuanã decretou situação de emergência por causa da epidemia de dengue e em função da introdução dos vírus que causam zika e a febre chikungunya.

Segundo dados da Vigilância Epidemiológica da cidade, em 2016 foram notificados 397 casos suspeitos de dengue, sendo 36 confirmados, e 60 casos suspeitos de vírus da zika.

De acordo com a denúncia do MPE, no dia 8 de outubro de 2015 agentes das vigilâncias Sanitária e Ambiental do município foram até a casa das acusadas, no bairro Cidade Alta, para fazer uma fiscalização. Lá, encontraram diversos focos do mosquito no quintal, o que provocou notificação e multa.

Depois de ter sido multada e notificada, a mãe agrediu as agentes com palavrões, e vai responder também na Justiça por esse crime. Após o episódio, a filha dela chegou a ir à sede da Promotoria de Justiça do município, disse estar ciente do problema e se comprometeu a tomar as medidas necessárias para combater o mosquito, o que não aconteceu.

A Justiça da Comarca de Aripuanã entendeu que as prisões das duas eram necessárias por causa da gravidade da epidemia na cidade e pela insistência das duas acusadas em não tomarem providências em relação ao terreno.

As acusadas foram presas e deverão ser levadas para a cadeia pública de Aripuanã, já que o município não tem presídio feminino, informou o delegado Vinicius Nazário. As duas deverão ficar numa cela especial que está desocupada.

Terreno da casa onde vivem mãe e filha tinha recipientesque acumulam água. (Foto: Divulgação/Vigilância Sanitária)

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Quarta-feira será de calor intenso e instabilidades em Três Lagoas

Manhã terá sol e variação de nuvens, enquanto regiões do norte e nordeste seguem sob influência de uma zona de convergência, que provocará pancadas de chuvas

Grupo de atividade física retorna com encontros semanais no bairro Paranapungá

Iniciativa da Saúde da Família incentiva hábitos saudáveis com aulas gratuitas às segundas e quartas-feiras, em Três Lagoas A comunidade do bairro Paranapungá tem mais...

Vamos parar de fumar? Grupo antitabagismo promove encontro em Três Lagoas

Iniciativa da Saúde da Família convida a comunidade a dar o primeiro passo para uma vida sem tabaco em reunião no bairro Paranapungá Na sexta-feira...