11/03/2014 – Atualizado em 11/03/2014
A mulher esteve na Rádio Caçula para contar sobre o atendimento e dificuldades que sofre devido a disfunção da filha
Redação
Hoje pela manhã, uma mãe indignada com o atendimento da Secretária de Assistência Social compareceu na Redação da Rádio Caçula para contar um pouco sobre os problemas que estão dificultando sua mobilidade e tratamento da filha que é autista.
Márcia Pereira Lacerda de 35 anos, é dona de casa, mãe de três filhas sendo uma delas portadora de autismo (que é uma disfunção global do desenvolvimento, uma alteração que afeta a capacidade de comunicação do indivíduo, a socialização e o comportamento). A criança necessita de atendimento especial por parte do município, a mãe alega que procurou por diversas vezes por auxílio ao caso, porém Três Lagoas não oferece suporte para essas crianças.
Isabela Pereira de Lacerda é autista e tem 12 anos, ela foi diagnosticada com a disfunção aos três anos de idade e desde essa época ela faz tratamento com medicações para amenizar as alterações.
DIFICULDADES
De acordo com informações da mãe, as pessoas não tem alternativas para tratar os filhos com autismo na cidade, “É muita burocracia, a falta de atendimento do município é horrível, eu já procurei tratamento em cidades do Estado de São Paulo”.
Márcia diz que conseguiu uma vaga para tratar sua filha no AME (Ambulatório Médico de Especialidade) em Araçatuba-SP, sendo que por meio da Secretária de Assistência Social foi possível conseguir as passagens de ida e volta para a cidade vizinha.
A indignação da mãe iniciou devido às chuvas que ocorrem desde a semana passada, a mulher ficou ilhada em casa nesta segunda-feira (10) e não tinha como levar a filha até a rodoviária, a mesma afirma que entrou em contato com uma Assistente Social que geralmente faz o atendimento a família, para pedir que uma viatura fosse disponibilizada para leva – lá junto com a filha até a Rodoviária.
Segundo Márcia o pedido foi negado, a Assistente teria dito a mãe que não era de responsabilidade do órgão o transporte das famílias até o ponto de embarque, já que as passagens para a viagem haviam sido disponibilizadas gratuitamente. Ou seja, a mulher teria que arrumar uma forma sozinha para o deslocamento, mesmo com a forte chuva.
A mulher explicou a reportagem que existe um veículo da Assistência Social usado para suprir as necessidades de portadores especiais, e por uma má vontade no atendimento, ela e sua filha autista acabaram perdendo as passagens para Araçatuba-SP.
Márcia Pereira diz que somente resta procurar novamente a AME e explicar o ocorrido para não perder a vaga e o tratamento para a filha. A Mãe preocupada diz também que vai buscar auxílio na câmara, por meio do Vereador Tonhão (PMDB) para atendimento adequado.




