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terça-feira, 3 de novembro, 2026

Mãe aparece após 23 dias e volta para cuidar de bebê internada na Santa Casa

Mulher já procurou a Defensoria Pública para tentar reaver a guarda da criança.

CAMPO GRANDE (MS) – Ainda em tratamento na Santa Casa de Campo Grande (MS), a menina “Isabel”, de um ano e quatro meses, deve ter um final feliz. A mãe dela, de nacionalidade boliviana, apareceu e já procurou a Defensoria Pública para tentar reaver a guarda da criança, que desde o dia 5 de janeiro está sob cuidados de terceiros.

“Helena”, sua genitora, viajou para Ladário (MS), onde morava, em 20 de dezembro para ver os outros três filhos que estavam com o pai e acabou sendo infectada por covid-19, o que a impediu de retornar no tempo planejado para tomar conta da menina.

O caso é acompanhado pela 33ª Promotoria de Justiça, pela Vara da Infância, da Adolescência e do Idoso da Capital e agora, pela Defensoria Pública, que entrou no caso agora, já que sem advogado, a mãe procurou o órgão para poder ter de volta a guarda da menina, que já foi institucionalizada.

Isso significa que a criança está sob a responsabilidade do Estado e de entidades de proteção. No entanto, “o pedido de desacolhimento da criança já foi enviado”, disse a coordenadora do Nudeca (Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes), defensora pública, Débora Maria Paulino de Souza.

Com isso, tudo indica que a criança voltará em breve para os braços da mãe, o que será definido pela Justiça, após análise da situação pelo MP e pela DP. “Ainda estamos diligenciando e vamos verificar a justificativa apresentada. Pelo que vemos, há um motivo de força maior nesse caso”, comentou o promotor Nicolau Bacarji Júnior.

O Caso

“Helena” foi autorizada pelo hospital onde a criança está internada, a viajar em 20 de dezembro para ver os demais filhos e prometeu voltar dois dias depois, mas isso não aconteceu.

Nos primeiros dias de janeiro, sem conseguir nenhum contato com ela ou com familiares, a Santa Casa procurou o Conselho Tutelar e o caso foi parar na Justiça, que determinou o acolhimento, em vigor desde 5 de janeiro.

Diante do quadro de saúde da criança, que chegou a ficar em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) por conta de pneumonia, cardiopatia congênita e outras doenças, o hospital não tinha mais condições de manter o cuidado sem uma assistência 24 horas à criança.

Atualmente, “Isabel” está na enfermaria, evoluindo bem e se recuperando, mas ainda precisa de muitos cuidados. Por causa disso, a família dela – pai, mãe e irmãos – vieram de “mala e cuia” para Campo Grande (MS), onde estão em abrigo municipal.

A menina, diante da saúde debilitada, precisa de um leite especial, o Neocate LCP, que custa em torno de R$ 200,00 cada lata. A Defensoria Pública disponibilizou o número (67) 9246-4943 para possíveis doações ou para quem queira ajudar.

  • Os nomes foram alterados para não identificar a criança.

Informações do Campo Grande News

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