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terça-feira, 3 de fevereiro, 2026

Lula negocia construção de nova fábrica de fertilizantes na fronteira mesmo com UFN3 parada

Unidade poderá ser construída entre Corumbá, no Mato Grosso do Sul e Porto Quijarro, na Bolívia.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou nesta terça-feira, 09 que está em negociação a instalação de uma fábrica de fertilizantes na fronteira entre Corumbá e Porto Quijarro. A declaração foi feita durante um encontro com o presidente boliviano Luis Arce, na Bolívia, durante uma visita oficial a Santa Cruz de la Sierra.

“A Bolívia continua sendo o principal fornecedor de gás natural para o Brasil. Conversamos sobre a possibilidade de ampliar os investimentos nessa área e aumentar o volume exportado para o mercado brasileiro. O Brasil também importa fertilizantes da Bolívia, e queremos fortalecer essa parceria com a implantação de uma fábrica de nitrogenados entre Corumbá e Porto Quijarro”, disse Lula.

A ideia de uma nova fábrica de nitrogenados na fronteira entre Corumbá e Porto Quijarro já havia sido mencionada em outubro do ano passado, onde seriam produzidos ureia e cloreto de potássio, este último em Coipasa.

Ainda segundo a reportagem, a Bolívia é um aliado estratégico para a independência brasileira na produção de fertilizantes, e a implementação de indústrias visa reduzir a dependência externa do Brasil. Em Mato Grosso do Sul, já existe a obra para a instalação da Unidade de Fertilizantes III (UFN3) da Petrobras em Três Lagoas. No entanto, as obras estão paralisadas desde 2015 e não há previsão para a retomada.

Durante o encontro com o presidente boliviano, Lula não detalhou como será a parceria nem em que fase estão as negociações para a implantação dessa nova fábrica na fronteira. Os líderes discutiram sobre a ampliação das relações entre os dois países e a cooperação mútua para fomentar o desenvolvimento de ambas as nações, por meio da integração física e energética.

O presidente da Bolívia destacou que os dois países estão iniciando uma nova era nas relações bilaterais, não apenas com os memorandos assinados, e mencionou os fertilizantes. “Isso marca uma nova era nas relações entre Brasil e Bolívia. Não estamos falando apenas de gás, que continuaremos explorando, produzindo e comercializando, mas também de outros produtos, como nosso lítio, nossos sais, nossos minerais e nossos fertilizantes, essas matérias-primas que possuímos”, disse Luis Arce.

Arce afirmou ainda que o país está iniciando um processo de industrialização e necessita da experiência do Brasil nessa área.

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