23.2 C
Três Lagoas
sábado, 28 de março, 2026

Júri condena Anderson, por morte de Mayana, a mais de 18 anos de prisão

Geral – 01/03/2012 – 09:03

Anderson de Souza Moreno, 20 anos, foi condenado nesta quarta-feira (29) a 18 anos e 9 meses de prisão pela morte de Mayana de Almeida Duarte, ocasionada por um acidente em 2010, provocado pelo jovem. Também sentado no banco dos réus, Willian Jhony de Souza, que teve participação no crime, foi condenado por embriaguez, mas responderá em liberdade.

Os dois eram acusados de estarem praticando racha na avenida Afonso Pena, embriagados, após saírem de um bar, furarem quatro semáforos e baterem no carro de Mayana, o que provocou a morte da menina.

No Tribunal de Júri, após sete horas de julgamento, entre réplica e tréplica, Anderson foi condenado por homicídio doloso duplamente qualificado e, por crime de trânsito, responderá por embriaguez. Ele ainda teve a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) cassada e só poderá voltar a dirigir daqui a 19 anos.

Para o juiz Aluízio Pereira dos Santos, os jurados consideraram o apelo da sociedade.

De acordo com o promotor de Justiça Douglas Oldergado dos Santos, esse julgamento foi paradigmático em Mato Grosso do Sul, por envolver quatro crimes, sendo racha, velocidade, embriaguez e desrespeito à sinalização.

Acusação

A acusação do promotor de Justiça Douglas Oldergado dos Santos foi baseada em dados matemáticos e físicos. Ele iniciou sua participação no julgamento destacando o sofrimento da família e prosseguiu fazendo um comparativo entre os comportamentos do réu e da vítima.

Ele pontuou, ainda, os antecedentes de Anderson, que estava preso por andar na contra mão. O jovem também tinha histórico na morte de um homem, também provocado em um acidente automobilístico, e outros de alta velocidade e dirigir sem habilitação.

Douglas destacou as testemunhas oculares, que garantiram o desrespeito e a alta velocidade de Anderson no dia do acidente de Mayana. Ele apresentou material que entregava o envolvimento do jovem em rachas.

Diante dos fatos, o promotor pediu a condenação de Anderson por homicídio e a de Willian por embriaguez.

Defesa

Sem se delongar, o advogado de Willian, Abdala Maksoud Neto, se mostrou satisfeito com a acusação, que, após seu cliente confessar o racha, suspendeu o pedido de condenação por homicídio.

Já o advogado de Anderson, Antonino Moura Borges, defendeu que seu cliente deveria ser punido pelo crime de lesão corporal culposa, já que Mayana não morreu na hora do acidente e sim 10 dias depois, no hospital.

Antonino disse ainda que as provas do auto eram insuficientes para dar a condenação de homicídio a Anderson.

Com a sentença declarada, o advogado do condenado afirma que irá pedir recurso por insuficiência de provas.

Fonte: Midia Max / Midia Max

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Hospital Auxiliadora apresenta prestação de contas da 7ª Costelada Beneficente

Varrecadação teve resultado positivo e valor será para a compra de novas poltronas para as enfermarias O Hospital Auxiliadora realizou nesta sexta-feira (27), a prestação...

Adolescente publica conteúdo ofensivo contra vítima e acaba apreendido em Três Lagoas

Jovem de 16 anos, investigado por violência doméstica, descumpriu medida protetiva ao fazer postagens de deboche nas redes sociais, o que levou à internação...

Condenado por estupro de vulnerável é preso pela Polícia Civil em Três Lagoas

Homem de 64 anos deverá cumprir mais de 11 anos de prisão em regime fechado após condenação definitiva A Polícia Civil de Três Lagoas prendeu,...