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domingo, 12 de julho, 2026

Jovem de Campo Grande é vítima fatal de Leishmaniose

A doença matou sete pessoas em MS no ano passado, e este ano já foram registradas três mortes.

04/07/2018 09h45
Por: Gabriele Benati

O maquiador Josimar Pereira, de 32 anos, morreu na madrugada desta quarta-feira (4) após dois meses de luta contra a leishmaniose visceral. Ele estava internado no Hospital El Kadri. Em 2017, sete pessoas morreram vítimas da doença em Mato Grosso do Sul, duas delas em Campo Grande.

Neste ano, o balanço ainda é finalizado com dados de junho, mas já contabiliza três óbitos. Os sintomas da doença se iniciaram no começo de maio, segundo a reportagem apurou. Em seu perfil do Facebook, Josimar anunciou que dores e tosse já duravam três semanas. A internação veio logo após o diagnóstico da doença, no dia 4 de junho.

O tratamento teve início e o maquiador chegou a receber alta do CTI para o quarto, no último dia 25 de junho. O quadro piorou e, nesta madrugada, ele faleceu. O velório acontece no Memorial Park.

De acordo com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), só em 2018 foram registrados 69 notificações da doença, 21 em janeiro, sete em fevereiro, nove em março, 19 em abril, 11 em maio e duas em junho. O boletim semestral municipal ainda é finalizado, mas de janeiro até agora contabiliza três mortes.

Uma das mortes ocorreu em Dourados e ocorreu no dia 4 de fevereiro, mas foi confirmada pela Secretaria Estadual de Saúde e pelo CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) no dia 1º de março.

O último informe epidemiológico da SES (Secretaria Estadual de Saúde), divulgado no dia 4 de janeiro de 2018, aponta que 2017 foram registradas 58 notificações da doença em Campo Grande e 125 no Estado.

O documento confirma ainda sete mortes durante todo o ano, sendo duas em Campo Grande, duas em Corumbá, e uma em Dourados, Ladário e Três Lagoas.

A DOENÇA

Quando o assunto é leishmaniose, durante muito tempo os cães foram considerados vilões, por serem hospedeiros do mosquito transmissor da doença. Mas o grande influenciador no aumento ou diminuição dos casos da doença é, na verdade, o clima e suas mudanças.

Soa clichê, mas as duas únicas formas das pessoas conseguirem impedir a leishmaniose visceral humana é barrar a criação do mosquito ou cuidar para não ser picado, neste caso, com o uso de repelente. A doença não é transmitida pelo cachorro, mas pela fêmea de um flebotomíneo – o mosquito-palha.

Ele tem características que o assemelha aos mosquitos comuns, mas suas larvas se desenvolvem no solo úmido e em matéria orgânica, ou seja, não precisa de reservatórios de água, como os mosquitos comuns. No Brasil apenas duas espécies têm importância em saúde pública: Lutzomyia longipalpis, que pode ser encontrado em todo País; e Lutzomyia cruzi, restrito a Mato Grosso do Sul.

Nesta versão da doença, os órgãos internos são afetados. Os sintomas costumam se manifestar em torno de 4 a 8 meses depois da infecção, mas podem levar até 2 anos para sua aparição. Nos casos em que o paciente é imunocomprometido, alguns dias podem bastar. O tratamento clássico é feito com o medicamento Alopurinol.

Veja os sintomas:

  • Descamação de pele
  • Calombos no couro cabeludo
  • Febre
  • Esplenomegalia (Aumento do baço)
  • Hepatomegalia (Aumento do fígado)
  • Redução da imunidade
  • Fraqueza
  • Diarreia
  • Sangramento na boca e intestinos
  • Caquexia
  • Leishmaniose visceral avançada pode causar caquexia
  • Palidez

Informações Site Campo Grande News

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