21.4 C
Três Lagoas
sexta-feira, 6 de março, 2026

Jovem de 26 anos é acusado de furto e espancado por seguranças do Extra

16/08/2013 – Atualizado em 16/08/2013

Por: Campo Grande News

Um jovem de 26 anos foi espancado por seguranças do hipermercado Extra, unidade Maracajú, na manhã desta sexta-feira (16). Mesmo apresentando a nota fiscal, ele foi acusado de furto e conta que levou empurrões e socos sem motivo. A Polícia Militar esteve no local, porém apenas orientou a vítima a prestar queixa na delegacia.

“Eu comprei uma bolacha, no valor de R$ 1,89 e saí da loja. No pátio fui perseguido por dois seguranças. Um deles, de nome Peterson, me acusou de furto e mostrei a nota, dizendo que era consumidor. Mesmo assim, ele desferiu um soco na testa e foi me empurrando e chutando para a rua”, comenta o tapeceiro Paulo Henrique Leiva Ferreira, 26 anos.

Sujo por conta do trabalho, ele diz que os funcionários tiveram preconceito pela sua vestimenta e por ser negro. “Não tem outra explicação para isso. Meu pai todos os dias frequenta a loja para comprar pão, ele tem o cartão daqui. E os seguranças já olham feio pra gente, tem bronca mesmo”, comenta Ferreira.

Indignado, após ser expulso na frente de outros clientes e ter a sua bolacha “pisoteada” pelos seguranças, Paulo Henrique entrou em contato com o pai, Hélio Camargo Ferreira, 48 anos, que foi ao local. “Meu filho estava trabalhando e eles não têm o direito de fazer isso. A gerência se antecipou e ligou para a PM dizendo que meu filho comprou depois a bolacha, mas não foi isso que aconteceu”, fala o pai.

No caixa, Maria Fátima Gonçalves, 38 anos, atendeu o jovem e confirmou a truculência dos seguranças. “Meu horário de entrada é às 7h e, exatamente às 7h49, conforme a nota fiscal, ele pagou pela bolacha. Estou aqui há apenas seis meses e posso estar correndo risco, mas não concordo com a atitude dos seguranças”, diz Gonçalves.

Além da atendente, a vítima e o seu pai tiveram o apoio de várias testemunhas, que confirmaram o crime. A vítima permanece com marcas na testa e na boca. “Nós vamos daqui direto para a delegacia. Quero registrar queixa e que eles sejam punidos por isso”, garante o pai de Paulo Henrique.

A reportagem tentou conversar com os gerentes do hipermercado, tanto do piso térreo quanto do superior, porém foi informado que ambos estariam em uma reunião e não poderiam falar naquele momento.

Foto: Divulgação

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Sindicato destaca segurança, direitos e falta de mão de obra em meio ao avanço de grandes obras no Bolsão

Nivaldo Silva afirmou que crescimento de projetos industriais na região exige qualificação profissional, diálogo com empresas e atenção redobrada à segurança dos trabalhadores

Casa do Trabalhador oferece mais de 200 vagas para Três Lagoas nesta quinta

Vagas podem ser preenchidas sem aviso prévio. Interessados devem comparecer na Casa do Trabalhador para cadastro com RG, CPF e Carteira de Trabalho

Discussão familiar termina com homem ferido por faca em Três Lagoas

Briga entre pai e filho adolescente mobilizou Rádio Patrulha e caso será investigado pela Polícia Civil