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Jornalistas da CNN feridas em protesto dizem que estão bem

12/06/2014 – Atualizado em 12/06/2014

Elas sofreram escoriações nos braços durante tumulto próximo ao metrô. Após atendimento médico, foram liberadas

Por: G1

As jornalistas da rede de TV americana CNN que se feriram em tumulto durante protesto contra a Copa do Mundo nesta manhã, em São Paulo, disseram ao G1 que estão bem e foram liberadas após atendimento médico. Elas foram atingidas por estilhaços de bomba de efeito moral. Segundo nota divulgada pela CNN, duas jornalistas da emissora tiveram ferimentos leves.

“A correspondente da CNN no Brasil, Shasta Darlington, e a produtora da rede, Barbara Arvanitidis, foram levemente feridas enquanto cobriam um protesto realizado na manhã desta quinta-feira, em São Paulo. Os manifestantes marchavam em direção ao estádio-sede da abertura da Copa do Mundo em São Paulo em um protesto contra os custos para a realização do evento, em meio à vasta pobreza no País”, diz o comunicado da rede de TV.

“Durante a manifestação, a polícia disparou bombas para dispersar os manifestantes e a equipe da CNN foi atingida por estilhaços. Shasta sofreu um pequeno corte no braço e Barbara foi atingida no pulso”, completa a CNN. O protesto aconteceu nas imediações do Metrô Carrão, na Zona Leste.

Shasta confirmou que não houve fratura. Mais cedo, uma mensagem postada na rede social Instagram pelo correspondente esportivo e âncora da CNN Alex Thomas indicava que havia suspeita de que Barbara, que teve de ser retirada de maca do local, tivesse quebrado o braço.

Outros jornalistas feridos

O assistente de câmera do SBT, Douglas Barbieri, também foi atingido por estilhaços de bomba. Ele foi ferido no rosto, mas seguia trabalhando na cobertura do evento, com curativos.

Já o jornalista argentino, Rodrigo Abd, da agência de notícias Associated Press, se machucou na perna durante o confonto. Abd disse que tentou correr durante a confusão e sentiu uma pancada na perna.

Segundo a GloboNews, outro jornalista de uma equipe de televisão francesa também foi ferido por um disparo de bala de borracha na perna.

Correria e bombas

Pouco depois da confusão inicial, a polícia voltou a jogar bombas para desbloquear a Rua Apucarana. Houve correria nas ruas laterais. Uma das bombas atingiu o pátio de um prédio residencial. Moradores do condomínio brigaram com os manifestantes.

O grupo não atendeu ao pedido da PM para se afastar da Radial Leste, via que será a principal ligação das delegações com a Arena Corinthians. A PM jogou bombas de gás e de efeito moral para tentar dispersar o grupo.m manifestante foi detido pela PM.

Um homem foi detido pela PM. Ele resistiu às ordens da Polícia Militar para desbloquear a rua e foi levado para base da PM no Centro Educacional Paulistano de Motociclistas (Cepam). Segundo a Defensoria Pública, o homem detido durante o protesto desta quinta foi atingido por duas balas de borracha. Ele vai afirmar que sofreu agressão dos policiais no 52º DP, no Tatuapé, onde o caso será registrado.

Um manifestante, que foi revistado e liberado pela polícia, afirmou ao G1 que é contra a Copa porque o futebol é um esporte do povo e que está sendo elitizado. Ele comentou que o ato foi muito mal organizado.

O ato contra a Copa foi convocado através de página no Facebook. O evento teve mais de 214 mil convidados e, até a manhã desta quinta, havia 10,2 mil confirmados. Pouco antes do tumulto, havia cerca de 20 manifestantes nas imediações da Estação Carrão.

Jornalista da CNN postou a foto de seu braçoferido durante protesto (Foto: Reprodução/Twitter)

Jornalistas da CNN são socorridas durante tumulto (Foto: Rodrigo Paiva/ Estadão Conteúdo)

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