Geral – 26/06/2012 – 14:06
A JBS mantém o posto de empresa brasileira mais internacionalizada em 2012, seguida pela Gerdau, que subiu uma posição em relação a 2011 e agora ocupa o segundo lugar.
Um estudo da Fundação Dom Cabral divulgado nesta terça-feira mostra que as empresas transnacionais brasileiras aumentaram o índice de internacionalização pelo terceiro ano consecutivo. Ainda assim, esperam que as operações domésticas apresentem desempenho melhor que as internacionais devido à crise na Europa.
“Neste ano, as empresas esperam um desempenho de moderado a alto no exterior. Como no ano passado, projetam um melhor desempenho no mercado doméstico em função da crise que estamos vendo”, disse a professora Livia Barakat, da Dom Cabral.
Cerca de 28% das empresas brasileiras planejam entrar em novos mercados, mas não consideram o momento adequado para ingressar em países europeus.
Os locais apontados para possíveis expansões são China, Índia, Estados Unidos e países da América Latina e África, como Moçambique.
“Se as empresas não vão se expandir muito, pelo menos elas não sinalizaram que vão se retirar”, disse o coordenador do Núcleo de Negócios Internacionais da Dom Cabral, Sherban Leonardo Cretoiu.
Internacionalmente, as empresas brasileiras possuem presença maior na América Latina, seguida por América do Norte e Europa.
O ranking considera 47 empresas que investem no exterior com capital próprio. O JBS lidera com 53,8% de índice de internacionalização, seguida por Gerdau (51,6%), Stefanini IT Solutions (46,4%), Metalfrio (45,2%) e Marfrig (44,4%).
“O ranking não reflete o tamanho das operações da empresa, mas sim a proporção das operações no exterior em relação ao tamanho da empresa”, disse Barakat.
Dessa forma, grandes empresas como Vale, Embraer e Petrobras aparecem em 12º, 17º e 26º lugares no ranking.
Considerando o número de países onde as empresas estão presentes, quem passa para o primeiro lugar é a Vale, seguida por Stefanini, Odebrecht, Banco do Brasil e Marfrig.
Fonte: Folha de São Paulo


