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domingo, 8 de fevereiro, 2026

IPCA fecha agosto com deflação de 0,11%, puxado por queda na conta de luz

Inflação acumula 5,13% em 12 meses e segue acima da meta do governo

A inflação oficial do país registrou queda em agosto. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o mês com variação de -0,11%, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso significa que, em média, os preços caíram no período, um fenômeno conhecido como deflação.

Em julho, o IPCA havia subido 0,26%. A queda de agosto é a primeira deflação registrada desde agosto de 2024 (-0,02%) e a mais intensa desde setembro de 2022, quando o índice recuou 0,29%.

Com o resultado de agosto, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 5,13%, abaixo dos 5,23% registrados no período até julho, mas ainda acima do teto da meta estipulada pelo governo, que é de 4,5%.

ENERGIA

O principal responsável pela queda no índice foi o item energia elétrica, que recuou 4,21% no mês, provocando um impacto de -0,17 ponto percentual no IPCA. Essa redução fez com que o grupo habitação apresentasse deflação de 0,90%.

O recuo nos preços da energia é atribuído ao Bônus de Itaipu, que proporcionou descontos na conta de luz para cerca de 80,8 milhões de consumidores. O benefício compensou a cobrança da bandeira tarifária vermelha patamar 2, que adiciona R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos.

ALIMENTOS

O grupo alimentação e bebidas também contribuiu para o resultado negativo, com queda de 0,46%, registrando o terceiro mês consecutivo de baixa. Já os transportes, outro item de peso no orçamento das famílias, apresentaram variação de -0,27%.

MÉTRICA OFICIAL

O IPCA é o principal indicador de inflação do país e serve como referência para a política de metas de inflação adotada pelo Banco Central. O índice mede a variação de preços para famílias com rendimentos entre 1 e 40 salários mínimos (atualmente, o mínimo é R$ 1.518), em 16 capitais e regiões metropolitanas, incluindo Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Porto Alegre.

A meta de inflação vigente é de 3% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, um intervalo entre 1,5% e 4,5%. Desde janeiro de 2025, a avaliação do cumprimento da meta passou a ser contínua, com base nos 12 meses imediatamente anteriores. O descumprimento só é considerado oficial se o índice ultrapassar esse intervalo por seis meses consecutivos, o que já ocorreu em junho.

Com informações Agência Brasil

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