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Integrantes da “gangue” condenados a 30 anos de prisão

Policial – 25/09/2012 – 18:09

ANDRADINA – O Ministério Público obteve, na terça-feira 18, a condenação, pelo Tribunal do Júri, de duas pessoas acusadas de tentativas de homicídio : são Jhonatan Willian de Souza, o “Timão ou Corintiano” e Maycon de Souza Moreira, o “Maiquinho”. Eles foram condenados a 30 anos de prisão cada um, por duas tentativas de homicídio duplamente qualificadas. Os crimes ocorreram em fevereiro de 2010, no bairro Pereira Jordão em Andradina interior paulista.

A tese sustentada pelo Promotor de Justiça Renato Kim Barbosa, que atuou no Júri, foi acolhida pelos jurados. Ele apontou que os acusados pertenciam a uma das gangues da cidade, no caso ligada ao bairro Benfica, que matavam ou tentavam matar seus rivais residentes em outros bairros da cidade, notadamente do bairro Pereira Jordão. O modo de agir era geralmente o mesmo: em uma motocicleta com duas pessoas, o garupa efetuava disparos contra suas vítimas.

Durante o Plenário do Júri, o MP demonstrou e comprovou que os réus tentaram matar as vítimas por motivo torpe, já que foram vingar a morte de um comparsa de gangue, e com recurso que dificultou a defesa dos ofendidos, em razão da surpresa do ataque e dos disparos efetuados pelas costas.

Os tiros foram dados contra pessoas que estavam em um bar, localizado no cruzamento das ruas Paes Leme com Itararé, a cem metros da av. Rio Grande do Sul, e as vítimas não tinham nada a ver com a briga de gangues.

Uma delas sofreu lesões corporais de natureza grave, devido ao tiro nas costas, no caso o soldador Diego A. Hansen Eleutério, o “Bentinho”, então com 20 e residente na rua São Sebastião, e Tiago Pereira dos Santos, 22, que residia na rua Paes Leme, próximo ao curtume, que ficou tetraplégico ao levar um tiro na coluna cervical enquanto corria para dentro do bar. Hoje sua família mora em Três Lagoas/MS.

GANGUES

Durante o julgamento o MP também lembrou que a atuação das Polícias Militar e Civil conseguiu diminuir a ação das gangues em Andradina e que a condenação só foi possível graças ao trabalho policial.

Jhonatan Willian e Maycon de Souza foram condenados a 30 anos de prisão, em regime inicial fechado, conforme a sentença proferida pelo Juiz Carlos Eduardo Santos de Pontes Miranda.

RECONHECIMENTO

O promotor público Renato Kim Barbosa, que atuou esta semana no júri que condenou dois jovens vai pedir ao comando do 28º Batalhão da Polícia Militar/Interior (28º BPM/I) a condecoração do subtenente Antônio Carlos Roque, e a homenagem será prestada neste dia 25, às 11h. O promotor entendeu que as prisões e condenações tornaram-se possíveis em razão do trabalho das Polícias Civil e Militar.

Fonte: MP-SP / Jornal Impacto Online

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