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Integrante de bando que cavou túnel vai ser monitorada por tornozeleira

Eliane Goulart Decursio do Nascimento, de 36 anos, está em prisão domiciliar usando tornozeleira eletrônica

03/02/2020 08h42
Por: Julia Vasquez com informações do Campo Grande News

CAMPO GRANDE (MS ) – Presa em 22 de dezembro, suspeita de envolvimento com a quadrilha que planejou o furto à agência do Banco do Brasil, em Campo Grande, Eliane Goulart Decursio do Nascimento, de 36 anos, está em liberdade.

A juiza Joseliza Alessandra Vanzela Turine, da 2ª Vara Criminal de Campo Grande acatou ao pedido da defesa e converteu a prisão preventiva de Eliane para o regime domiciliar, mas com o uso de tornozeleiro eletrônica.

No pedido de liberdade a defesa alegou que a acusada é ré primária, tem uma filha de 10 anos e que a sua “suposta participação é de menor importância” em relação aos outros seis suspeitos presos. Eliane estava presa no Estabelecimento Penal Feminino “Irmã Irma Zorzi” e ganhou liberdade na última quinta-feira (30).

Furto milionário

Dois homens foram mortos e 7 pessoas presas durante flagrante na madrugada de domingo, dia 22 de dezembro de 2019. O grupo tentava furtar a central administrativa do Banco do Brasil, localizada na Avenida Presidente Castelo Branco, na região do Bairro Coronel Antonino, em Campo Grande. Cada um deles planejava faturar cerca de meio milhão de reais, com o dinheiro que encontrariam no cofre da agência, segundo a polícia.

Extremamente organizada, a quadrilha tinha além dos mentores, pessoas que exerciam as funções de projetistas e “tatus”, como eram chamada os homens que trabalhavam na escavação do túnel de 70 metros para chegar ao cofre da agência. Eliane Goulart é apontada como a contadora do grupo.

Foram denunciados pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul Wellington Luiz dos Santos Junior, 28 anos; Lourinaldo Belisario de Santana, 51 anos; Robson Alves do Nascimento, 50 anos; Gilson Airis da Costa, 43 anos; Francisco Marcelo Ribeiro, 42 anos, Bruno Oliveira de Souza, 30 anos, e Eliane.

À época da prisão, ela disse ter vindo para a Capital à mando do esposo, Robson do Nascimento, mas negou envolvimento com o crime. Robson era quem dava as coordenadas sobre a escavação do túnel que levaria até o cofre do banco.

Ele foi preso numa das casas que a quadrilha locou em Campo Grande. Eliane é cabeleireira e também trabalhava na empresa do suspeito, a JR Construtora de Cuiabá, MT.

A “contadora” da quadrilha que planejava roubar unidade do Banco do Brasil no bairro Coronel Antonino devia R$ 167,141 mil ao Itaú Unibanco, por não pagar financiamento inicial de R$ 80,177 mil, feito em maio de 2011. Eliane Goulart Decursio de Brito chegou a ter empresa de refrigeração em Campo Grande, no Pioneiros.

Eliane Goulart ganhou liberdade na última quinta-feira (30). Foto: Henrique Kawaminami.

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