O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, revelou recentemente que o órgão está implementando uma revisão dos benefícios previdenciários, com foco em modalidades como o auxílio por incapacidade temporária e aposentadoria por invalidez. A medida visa gerar uma economia de até R$ 10 bilhões em 2025, conforme estimativas da própria autarquia.
Segundo Stefanutto, a principal estratégia para atingir essa meta será o uso de tecnologia avançada, especialmente a inteligência artificial. A ferramenta será empregada para detectar fraudes e irregularidades em processos relacionados aos benefícios, com ênfase em atestados médicos fraudulentos, que têm sido uma das principais fontes de pagamentos indevidos.
“Com a utilização de IA, conseguiremos identificar de maneira mais eficiente e rápida qualquer tipo de irregularidade, garantindo que os recursos do INSS sejam melhor direcionados”, afirmou Stefanutto, destacando o papel da inovação no combate a fraudes no sistema previdenciário.
Em 2024, o INSS já havia realizado uma economia de R$ 6 bilhões, embora não tenha atingido a meta de R$ 10 bilhões inicialmente estabelecida. A principal limitação para alcançar o valor esperado foi a falta de ferramentas tecnológicas, como a inteligência artificial, que apenas agora começa a ser incorporada de forma mais robusta nas operações da autarquia.
Especialistas apontam que o uso de inteligência artificial pode transformar a gestão dos benefícios previdenciários, tornando o processo mais transparente e eficiente, além de reduzir significativamente o impacto de fraudes que comprometem o orçamento do sistema.


