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Três Lagoas
quarta-feira, 21 de outubro, 2026

Inquérito sobre estupro de influencer é encerrado pela DAM

Apontado como autor do crime, o agente de produção Murilo Renan, de 32 anos continua foragido da Justiça.

Foram encerradas as investigações acerca do caso de estupro contra a influencer Júlia Rosa, ocorrido no dia 13 de fevereiro no bairro SetSul em Três Lagoas. O caso aconteceu após a vítima conhecer o agente de produção Murilo Renan, de 32 anos em um aplicativo de relacionamento.

Na casa, forçou uma relação sexual com a jovem, que chorava e pedia para que parasse por estava sentindo dor. Além disso, o suspeito mordeu as partes íntimas e até mesmo os seios da vítima, causando ferimentos graves, sendo necessário a realização do procedimento cirúrgico, que não será divulgado à pedido da família. A vítima foi atendida primeiramente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com muito sangramento, sendo necessário sua transferência para o Hospital Auxiliadora para passar aos procedimentos médicos.

Segundo o delegado Matheus Palma, que está a frente da DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher), a Polícia Civil foi informada do caso pelo hospital, onde deslocou uma equipe composta por um investigador e o delegado, que fizeram uma oitiva com a vítima e das testemunhas. Logo após, representaram pela prisão preventiva, que foi acatada no último dia 16 de fevereiro. Porém, Murilo já estava em um local desconhecido, sendo considerado foragido. As investigações continuaram e ao final do inquérito, o autor foi indiciado por estupro qualificado por lesão corporal grave, sendo enviado ao Fórum de Três Lagoas, e se condenado, pode cumprir uma pena de 8 a 12 anos de prisão.

ANTES DE SER DECLARADO FORAGIDO, MURILO RENAN FALOU COM A CAÇULA EM EXCLUSIVIDADE

No dia 20 de fevereiro, antes de ser considerado foragido da Justiça, Murilo Renan cedeu uma entrevista à Fábio Campos, do programa “Ronda Policial” da Caçula FM, onde deu sua versão de como tudo aconteceu, afirmando ser inocente.

O suspeito declarou, durante a entrevista que teve que sair da cidade visando a sua integridade física, já que recebeu ameaças de algumas pessoas, e que ninguém quis escutar sua versão do que aconteceu. Ao final, Murilo declarou que sua vida não será mais a mesma devido à acusação, mesmo se provar a sua inocência, e que seus avós também foram ameaçados, e que ninguém quis ver a sua versão dos fatos, com medo de que, caso for na delegacia, seja agredido por alguém.

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