Geral – 24/01/2012 – 10:01
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Nasa, agência espacial norte-americana, assinaram nesta quinta-feira (27) um acordo de cooperação sobre o programa GPM (Medidas Globais de Precipitação). A iniciativa é da Nasa e destina-se realização de um estudo em escala global das chuvas a partir de dados obtidos por satélites.
A assinatura marcou a visita do diretor da Nasa ao Inpe, cuja sede fica na cidade de São José dos Campos, em São Paulo, Charles Bolden.
O programa GPM, quando executado, tem o objetivo de obter dados de satélites sobre medidas de chuva em todo o país.
Para a Amazônia, ele será de fundamental relevância porque os dados de satélites permitem um monitoramento mais abrangente da região. Atualmente, as medidas são restritas à dados de radares e pluviométricos.
Conforme informações da assessoria de comunicação do Inpe, a assinatura do documento abre várias possibilidades para a participação brasileira no programa GPM, que deverá produzir dados para a previsão e o monitoramento de mudanças climatológicas e meteorológicas.
Entre elas, atividades que vão desde a realização conjunta de pesquisas e estudos, validação e calibração de dados do programa, até a realização de missão de satélite para compor a constelação GPM.
Satélite
O outro termo de cooperação abrange projeto para o estudo da concentração de vários componentes da atmosfera e compreensão da camada de ozônio da Terra.
Ambos os acordos são ratificados pela Nasa e Agência Espacial Brasileira (AEB). Em discussão, ainda, parcerias nas áreas de clima espacial, rastreio de satélites e testes de equipamentos espaciais.
O Inpe também apresentou uma proposta de desenvolvimento em cooperação com o JPL (Jet Propulsion Lab), da Nasa, de um satélite inovador de alta resolução espectral, chamado de GTEO (Observatório Global do Ecossistema Terrestre).
Este satélite hiperespectral tem como missão o estudo das propriedades biogeoquímicas da cobertura do solo e poderá avaliar o impacto nos ecossistemas da ação do homem e das mudanças ambientais globais.
Fonte: G1


