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Índios ocupam Funai na capital de MS contra mudanças na diretoria nacional

08/06/2016 – Atualizado em 08/06/2016

índios ocupam Funai na capital de MS contra mudanças na diretoria nacional

Presidência interina assumiu órgão após governo federal exonerar diretor. Grupo teme novo presidente ‘anti-indígena’ à frente da diretoria nacional

G1/MS

Indígenas ocuparam o prédio da Fundação Nacional do Índio (Funai), em Campo Grande, na tarde desta terça-feira (7). O grupo protesta contra mudança feita pelo governo federal na direção nacional do órgão. Segundo os manifestantes, pelo menos 40 pessoas se reuniram no primeiro andar do prédio, que fica na rua Maracaju.

Ao G1, a assessoria de imprensa da Funai informou que considera o movimento indígena legítimo e que está dialogando com os ocupantes desde a manhã, no sentido de garantir o funcionamento das unidades locais que atuam em benefício dos próprios indígenas. Além disso, o órgão espera que a ocupação não signifique a paralisação das atividades.

Os manifestantes fixaram cartazes na entrada do prédio com mensagens pela demarcação de terras em Mato Grosso do Sul e contra a possibilidade de um novo presidente “anti-indígena” no comando do órgão. O movimento na capital sul-mato-grossense tem apoio de índios das etnias terena, guarani, kadiwéu, kinkinau, guató, ofaié e atikum.

A Funai está com uma presidência interina, após a exoneração do ex-presidente João Pedro Gonçalves da Costa. A exoneração foi publicada na edição de sexta-feira (3) do Diário Oficial da União. A equipe que atualmente compõe a direção da instituição é parte da que foi empossada pela presidente afastada Dilma Rousseff (PT), formada também por servidores da casa.

O grupo que agora dirige a Funai aguarda a nomeação da nova direção pelo presidente em exercício, Michel Temer (PMDB). Não há expectativa para que a atual equipe permaneça à frente do órgão.

Ainda segundo a Funai, as manifestações não serão coibidas. A instituição reafirmou a missão de zelar pelos direitos dos indígenas e pelos compromissos previstos na Constituição Brasileira, “trabalhando ininterruptamente de forma contrária a qualquer retrocesso no que diz respeito a esses direitos”.

Cerca de 40 indígenas se reuniram no prédio nesta terça-feira (7) (Foto: Ronie Cruz/G1 MS)

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