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Índice Geral de Desempenho Industrial de MS, fica positivo pelo nono mês consecutivo

O IGDI reflete a percepção do empresário em relação ao desempenho apresentado pela atividade industrial

03/04/2019 09h44
Por: André Rodrigues

O IGDI (Índice Geral de Desempenho Industrial) de Mato Grosso do Sul, que foi criado pelo Radar Industrial da Fiems e é calculado com base nas pesquisas de Confiança e Sondagem Industrial, foi positivo no mês de fevereiro, sendo o 9º mês consecutivo em que fica acima da linha divisória dos 50 pontos. Em fevereiro, o Índice alcançou 56,3 pontos, indicando um aumento de 1,8 ponto percentual comparado com o mês de janeiro.

Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, as variáveis de avaliação apresentaram desempenho de aumento na intenção de investimentos e na participação das empresas, que tiveram estabilidade ou crescimento da produção. “Contudo, é importante ressaltar que as empresas com produção estável responderam sozinhas por 58,1% do total”, revelou.

Ele acrescenta que a estabilização do ritmo de produção pode ser a razão que explica as reduções observadas nos índices de confiança, utilização da capacidade instalada e na participação das empresas que contrataram no mês. “Tais sinalizações podem sugerir um pouco mais de cautela por parte dos empresários industrias de Mato Grosso do Sul para os próximos meses”, pontuou.

O coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems destaca que, considerando os dados consolidados, constata-se que o IGDI permaneceu acima dos 50 pontos no mês de fevereiro. “Na média geral, isso indica que o desempenho ainda foi positivo, segundo a percepção dos empresários respondentes”, analisou.

O Índice

O IGDI reflete a percepção do empresário em relação ao desempenho apresentado pela atividade industrial. “Na elaboração, foram selecionadas cinco variáveis – emprego, investimento, produção industrial, utilização da capacidade instalada e confiança – e todas com peso de 20% na composição do Índice”, detalhou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.

No caso do emprego na indústria, o IGDI utiliza o percentual de estabelecimentos que aumentaram o número de empregados, enquanto na parte de investimento o Índice leva em consideração a intenção de investimentos para os próximos seis meses. Já da produção é usado o percentual de indústrias com a produção estável ou crescente, da utilização da capacidade instalada se pega o percentual médio e da confiança a base é o ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial).

O IGDI Fiems contou com a avaliação, validação e auxílio técnico do professor-doutor Leandro Sauer, da Escola de Administração e Negócios e do Programa de Pós-Graduação em Administração (Mestrado e Doutorado) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (ESAN/UFMS). “O professor é matemático com atuação na utilização de métodos quantitativos em economia e tem comprovada experiência na elaboração e uso de indicadores sintéticos”, reforçou o economista.

Comunicação FIEMS

/Divulgação FIEMS

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