Geral – 13/08/2012 – 15:08
O Hospital da Vida, localizado em Dourados, poderá ser fechado até o final deste mês. Para se manter aberto, a ideia é viabilizar junto ao Governo do Estado uma audiência com o Ministério da Saúde para propor uma gestão compartilhada.
Segundo a direção, esta pode ser a última tentativa de salvar a unidade 100% Sistema Único de Saúde (SUS) e que presta atendimento a pacientes de 34 municípios da região Sul do Estado e é referência nos casos de urgência e emergência.
A estrutura é incompatível ao grande número de pacientes. Eles se amontoam em macas nos corredores, não há lençóis ou cobertores suficientes. Medicação a base de improviso e o mais grave, pronto socorro vira leito de UTI.
A dívida acumulada de mais de R$ 8 milhões, é o principal risco para o fechamento da unidade de saúde. A unidade que não comporta mais tamanha demanda, está superlotada e enfrenta uma das maiores crises dos últimos anos.
Para a direção do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM/MS), do jeito que está o hospital representa risco iminente a atuação dos médicos e a própria vida dos pacientes. Os mais de cem profissionais que atuam no hospital mantém a ameaça de demissão em massa devido a falta de estrutura, caso a Secretaria de Saúde de Dourados, não resolva o problema.
“Para nós que trabalhamos e sabemos como é a situação da saúde, não só no Estado, como no Brasil, realmente é um pouco chocante você ver um paciente em uma maca, exposto. Já demos um prazo e esse prazo esta acabando, vamos aguardar e então tomaremos as medidas que nós, enquanto conselho, podemos tomar junto ao Ministério Publico e as autoridades competentes”, afirma o presidente do CRM/MS Luiz Henrique Mascarenhas.
O hospital funciona atualmente sob gestão plena, os recursos para manutenção de toda estrutura partem do município, explica o diretor administrativo do Hospital Evangélico.
“Há uma grande defasagem financeira no contrato atual com o município e nós queremos contrato como preconiza o Ministério da Saúde, e é uma exigência da Secretaria Estadual. Há dois problemas básicos no Hospital da Vida, um problema crônico, que é a falta de leito e uma necessidade de melhoria da infra-estrutura do pronto socorro”, conclui o diretor administrativo do Hospital Evangélico, Maurício Peralta.
Fonte: MS Record


