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quinta-feira, 26 de março, 2026

Hemodiálise inativa de Andradina (SP) desde 2016 vira notícia na Record

ANDRADINA (SP) – Há nove meses Avanldina Pereira do Nascimento (60), dona de casa, luta contra a insuficiência renal através de sessões de hemodiálise três vezes por semana, nas quais fica conectada em uma máquina que filtra seu sangue. O procedimento dura 4 horas, um tratamento desgastante fisicamente e emocionalmente. Desde que iniciou na hemodiálise, já perdeu mais de 30 quilos e sua vida resume-se em passagens por emergências, internações e sessões de diálise.

Seu filho, o jornalista Eduardo Imperador, conta que sua mãe era uma mulher ativa, que nas horas vagas gostava de fazer bombons artesanais para vender, mas hoje, por conta do tratamento, não consegue ficar em pé, necessitando de ajuda até mesmo para tomar banho.

Cansado de acompanhar o sofrimento da mãe, Eduardo começou a investigar por qual razão do Centro de Hemodiálise construído em sua cidade em 2016 nunca atendeu um único paciente. Eduardo mora em Andradina (SP) e sua mãe realiza o procedimento em Ilha Solteira (SP), a 70 km do local, algo que torna o tratamento ainda mais desgastante.

Em contato com a superintendência da Santa Casa de Andradina, Eduardo descobriu que o prédio teria custado R$ 4 milhões e recebido 18 máquinas de hemodiálise do Governo de São Paulo. De acordo com a administração do local, o impedimento no atendimento ocorre por conta da falta de receita da instituição para iniciar sua operação até o credenciamento com o SUS.

Eduardo Imperador e Toninha Campos durante a entrevista (Reprodução / Rádio Caçula FM)

A radialista Toninha Campos de Três Lagoas (MS), ao ter conhecimento da história, convidou Eduardo para participar do seu programa na Rádio Caçula FM. O vídeo da entrevista alcançou milhares de pessoa, chamando a atenção de órgãos de imprensa de alcance nacional como a Record TV.

Na manhã desta quarta (4) o jornalista Eduardo Imperador cedeu uma entrevista para o jornalista Vitor Moretti da Record, ao lado do seu advogado, Marcelo Gimenez, que também atuou como secretário de saúde no município, sendo conhecedor dos fatos.

“Eu fico extremamente feliz sempre que consigo ajudar alguém através do meu programa, essa é a missão da Rádio Caçula, servir não só Três Lagoas, mas nossas cidades vizinhas, dando voz a quem necessita”, declarou Toninha Campos.

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