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segunda-feira, 28 de setembro, 2026

Governo de MS utilizou mais de 99% dos recursos da Lei Paulo Gustavo

Mais de 400 projetos aprovados, com destaque para produções audiovisuais e ações culturais em todo o Estado.

O Governo de Mato Grosso do Sul alcançou a marca de mais de 99% de utilização dos recursos disponibilizados pela Lei Paulo Gustavo, com um investimento significativo no setor cultural. De acordo com dados atualizados pelo Ministério da Cultura, o valor destinado ao setor audiovisual foi de R$ 20.010.557,63, representando 98,68% de utilização dos recursos. Já as demais áreas receberam R$ 7.188.786,50, com 99,8% de aproveitamento.

Ao todo, 420 projetos foram aprovados, sendo 145 não audiovisuais e 275 na área cultural. No setor audiovisual, 22 projetos de grande porte, com valores entre R$ 250 mil e R$ 1 milhão, foram contemplados, dando um impulso significativo às produções locais.

O Secretário de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda, destacou a importância dos resultados: “Os números alcançados demonstram o compromisso da nossa gestão com a valorização da cultura no Estado. Conseguimos utilizar mais de 99% dos recursos, permitindo que projetos saíssem do papel, impactando tanto grandes produções audiovisuais quanto iniciativas culturais em comunidades distantes.”

A Lei Paulo Gustavo (Lei Complementar nº 195/2022) foi a maior ação de investimento direto no setor cultural do Brasil, destinando recursos para a execução de ações culturais por meio de editais, chamadas públicas, e outras formas de seleção pública simplificada.

Eduardo Mendes, diretor presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), ressaltou a relevância do programa para a promoção da diversidade cultural no Estado: “Ver projetos inovadores ganharem vida é uma prova de que a cultura é essencial para o desenvolvimento social e econômico.”

Entre os projetos aprovados, destacam-se os trabalhos de cineastas locais como Cleiton Mota, que produziu documentários sobre temas como o autismo e a história dos graxas (técnicos de bastidores). Richard Thiago Carvalho, responsável pelo documentário Graxa e Cultura: o Show por Trás do Show, também teve seu projeto contemplado, destacando a importância do apoio para produtores independentes.

O Festival Dread Day, de Patrick Douglas Sandim Corrêa, e o livro Amadores, de Jander Gomez, são outros exemplos de iniciativas que receberam apoio da Lei Paulo Gustavo. Patrick destacou que a Lei abriu portas para artistas locais, tornando possível a realização de eventos e a valorização da arte e da preservação ambiental.

Jander Gomez, por sua vez, celebrou a oportunidade de lançar seu livro com o apoio da Lei, ressaltando o impacto da Ditadura Militar na história local e a relevância da cultura como ferramenta de reflexão. Para ele, a Lei Paulo Gustavo oferece uma oportunidade única para produtores culturais que, de outra forma, não teriam acesso a recursos para concretizar seus projetos.

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