Criminoso se passou por promotor de Justiça, prometeu pagamento de processo inexistente e convenceu idosos a realizar transferências bancárias
Dois moradores de Três Lagoas procuraram a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC) após caírem em um golpe eletrônico que resultou em um prejuízo superior a R$ 4 mil. O caso foi registrado na manhã desta terça-feira, 09, no bairro Jardim Alvorada.
Segundo o boletim de ocorrência, as vítimas receberam uma ligação telefônica de um homem que se apresentou como integrante do Poder Judiciário e alegou que uma delas teria sido beneficiada em uma suposta ação judicial, com valores disponíveis para recebimento.
Durante a conversa, o criminoso afirmou que seria necessário realizar alguns procedimentos para liberar o pagamento. Em seguida, encaminhou um link por aplicativo de mensagens e orientou a vítima a criar uma conta em uma plataforma digital de pagamentos, sob a justificativa de que o dinheiro seria depositado por esse meio.
Sem desconfiar da fraude, os idosos seguiram as instruções repassadas pelo golpista. A partir do acesso concedido por meio do link enviado, o criminoso conseguiu invadir uma das contas bancárias e realizar movimentações financeiras sem autorização.
Além disso, uma das vítimas foi convencida a realizar transferências via PIX, acreditando que os depósitos eram necessários para liberar o suposto valor da ação judicial. Somando as transferências efetuadas pelos próprios idosos e os valores retirados da conta bancária acessada indevidamente pelo criminoso, o prejuízo total chegou a R$ 4.130,00.
Somente após a conclusão das operações financeiras as vítimas perceberam que haviam sido enganadas e que a suposta ação judicial nunca existiu. O caso foi registrado como fraude eletrônica e será investigado pela Polícia Civil, que buscará identificar o responsável pelo golpe e rastrear o destino dos valores transferidos.
As autoridades reforçam o alerta para que a população desconfie de contatos telefônicos que prometam liberação de dinheiro, indenizações ou valores judiciais. Órgãos do Poder Judiciário não solicitam pagamentos antecipados nem enviam links para acesso a contas bancárias ou aplicativos financeiros.


