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Goianas mortas pelo tráfico

Geral – 26/03/2013 – 16:03

Elas são jovens, em geral pobres e partem para fora do país alimentando o sonho de ganhar dinheiro e melhorar de vida. São levadas a acreditar que, em poucos meses, conseguirão fazer uma boa poupança e voltarão felizes para o Brasil. “Muitas viajam sabendo que vão trabalhar na prostituição. Mas não têm ideia das condições em que viverão e que poderão serão mantidas em cárcere privado. Começam a beber e a usar drogas para suportar tudo isso”, afirma Elie Chidiac, secretário de Assuntos Internacionais do governo de Goiás. “A situação é preocupante. Apenas nos últimos 2 anos, 37 goianos morreram no exterior. Sendo que 50% eram mulheres vítimas do tráfico humano ”.

Apesar de alarmantes, Chidiac reconhece que é provável que os números registrados pelo governo estejam subestimados. “Familiares que poderiam relatar histórias semelhantes não nos procuram porque têm vergonha”, diz o secretário. “Também há muitos pais que acreditam que suas filhas foram para fora para trabalhar como babás ou garçonetes”. Além das mortes violentas que chegaram ao conhecimento do Estado, dezoito casos de goianos desaparecidos no exterior ainda não foram solucionados. Chidiac afirma que, só em 2012, a secretaria recebeu sete denúncias desse tipo. Assim como nos anos anteriores, cerca de 80% envolvendo mulheres que saíram do Brasil rumo à Europa.

Um estudo do governo estima que entre 2 mil e 500 e 3 mil goianas já caíram em redes de tráfico humano para a exploração sexual. “Os criminosos se dividem por regiões do país. No Centro-Oeste é mais comum a presença de máfias espanholas e portuguesas”, conta Chidiac. “Goiás é o único Estado do Brasil que tem uma secretaria atuante e que mantém registros desse delito”. Implantada no início dos anos 2000, a Secretaria de Assuntos Internacionais dá apoio a familiares em solo brasileiro e a goianos no exterior. O combate ao tráfico de pessoas – feito em parceria com as polícias Civil, Militar e Federal e com o Ministério Público – está baseado em três pilares: prevenção, assistência e repressão. “O mais importante agora é conscientizarmos a população criando um escudo psicológico para evitar que outras pessoas sejam aliciadas”, afirma Chidiac. “Já que a recuperação das vítimas desse crime é muito difícil”.

Fonte: Marie Claire

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