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quinta-feira, 5 de março, 2026

Gilmar defende volta da jornada de 6h diária para servidores e critica sindicato

17/05/2017 12h45

Por: Silvio Domingos

O vereador Gilmar Garcia Tosta (PSB) defendeu ferrenhamente na sessão camarária de terça-feira (16) a volta da jornada de trabalho de 6 horas para os servidores públicos municipais e disse que estranha inércia do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Três Lagoas sobre esse assunto. O presidente do Sindicato, Antônio Carlos Modesto rebate as críticas e diz que o sindicato é a favor das 6 horas de trabalho, mas essa é uma decisão que cabe a administração municipal.

A mudança foi feita pelo prefeito de Três Lagoas, Angelo Guerreiro, após assinatura de um decreto publicado no último dia 2 de maio, que revogou o Decreto nº. 231, de 24 de outubro de 2013, que dispõe sobre a redução do expediente administrativo. Com exceção das unidades de saúde, todos os departamentos passaram a atender das 7h às 11h e das 13h às 17h.

Gilmar lembrou que quando o horário de trabalho dos servidores foi reduzido na gestão passada de 8 para 6 horas diárias houve uma manifestação muito grande dos funcionários públicos, que inclusive lotou uma das sessões da Câmara, para defender a redução na jornada de trabalho. “Agora não entendi porque a classe dos servidores se conformou com a situação de 8 horas tão facilmente. Funcionários públicos ficaram inertes e não vi nenhuma manifestação do sindicato?”, questionou o vereador.

Por outro lado, Gilmar foi incisivo com sua opinião: “sou a favor sim da jornada de 6h diária ao invés de oito”. Citando, inclusive estudos de psicólogos, o vereador afirma que os trabalhos de meio período oferece flexibilidade, satisfação e produtividade e de acordo com ele a jornada de trabalho mais curta garante que os profissionais têm a maior satisfação e empenho. “Com certeza, a jornada de trabalho de 6 horas é muito mais salutar”, reforçou.

O vereador disse ainda que em Três Lagoas, com a mudança de jornada de trabalho para 8 horas tem aumentado o número de atestados médicos. “Não sei se é por estresse ou por algum problema familiar. Eu só sei que inclusive um desses atestados não funcionou em um setor da prefeitura recentemente, porque quando a funcionária foi apresenta-lo ela não conseguiu o afastamento, porque já havia outras quatro servidoras afastadas por problemas de saúde”, denunciou Gilmar.

Para o vereador, embora sindicato tenha se calado e os servidores não tenha se manifestado coletivamente sobre esse assunto, ele é a favor da jornada de seis horas, porque dá condições dos servidores conviver mais com a família, ler mais e se preparar mais para o trabalho, com exceção apenas para alguns setores, que precisam trabalhar em regime de plantão.

Posição do sindicato

O presidente do Sindicato, Antônio Carlos Modesto, disse que o sindicato também é a favor da redução da jornada de trabalho para 6 horas e na transição e governo deixou isso claro para o prefeito Angelo Guerreiro.

No entanto, ele ressalta que é poder discricionário é de liberalidade do gestor mudar ou não o horário de trabalho dos funcionários. “Ele é amparado por lei e o sindicato vai defender o servidor em toda e qualquer questão que tenha sido por acaso seu direito ofendido, o que não é essa situação”.

O presidente reitera ainda que os servidores prestaram serviço para uma jornada de trabalho de 8 horas e se o governo obrigasse eles a trabalharem mais do que esse período, aí sim estaria ocorrendo uma ilegalidade. “Nesse caso, o que nós podemos fazer e estar conversando com a administração para voltar a jornada de trabalho de 6 horas e inclusive ela deve perceber isso, em um curto espaço de tempo, que é mais econômico, mas não podemos impor que o prefeito volte o horário de 6 horas”, finalizou o presidente.

Vereador Gilmar disse que o sindicato se calou diante da mudança

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