A Rádio Caçula recebeu em novembro de 2019 o relato de uma mãe que está fazendo de tudo para salvar a vida de sua filha de apenas 11 anos de idade. De lá pra cá, pouca coisa mudou e a a pequena Geovana possui uma doença por nome disceratose congênita e necessita de um transplante de medula óssea.
02/09/2020 09h12
Por: Julia Vasquez
TRÊS LAGOAS (MS) – A Rádio Caçula recebeu em novembro de 2019, através do Programa Toninha Campos, o relato de uma mãe que está fazendo de tudo para salvar a vida de sua filha Geovana Dias da Silva de apenas 11 anos de idade. A pequena Geovana possui uma doença congênita e precisa de doação de medula óssea. A mãe busca por um doador compatível.
Segundo Nelci, mãe da Geovana, por volta dos seis anos de idade começaram a aparecer algumas pintas de cor marrom pelo corpo da criança. Em sequencia, as unhas da mão começaram a atrofiar e rachar.
Frente a um possível problema, a mãe foi em busca de ajuda médica para poder determinar o que a sua filha estava sendo acometida.
Em atendimento pelo SUS – Sistema Único de Saúde, a doença foi confundida com a dengue, devido ao grande número de casos de dengue na cidade e o nível de plaquetas da criança estar abaixo da média. Geovana chegou a ser encaminhada para Campo Grande (MS), mas os médicos nunca chegavam a um diagnóstico.
Foi quando uma amiga da família sugeriu que a criança fosse levada para São José do Rio Preto (SP), para passar por um especialista.
No interior paulista, Geovana ficou internada e com 30 dias foi diagnosticado que ela tinha disceratose congênita. O tratamento começou logo em seguida com transfusões de plaquetas e sangue. A disceratose congênita é uma doença hereditária rara que pode causar a falência da medula e o transplante de medula óssea é a única esperança de cura para a Geovana.
Faz aproximadamente dois anos que Geovana está na lista de espera por um transplante de medula óssea, mas não conseguiu um doador compatível. Nem mesmo sua irmã e sua mãe.
Uma nova esperança consiste no auxílio dos três-lagoenses, para que se dirijam até o Hemosul para realizarem o cadastramento para doação da medula óssea.
Outra possível solução seria encontrar o pai biológico de Geovana. A menina conta que não sabe nada sobre ele, além do nome ser Giovane e ele ser do Maranhão.
Pelo Instagram, a família conseguiu apoio jurídico para localizar o pai biológico. Em um vídeo, a advogada Victória Helena Monteiro Carraro, do escritório Carraro e Barros Advogados, de Três Lagoas, pede para que informações sobre o possível paradeiro do pai biológico sejam enviadas pelo e-mail [email protected] ou ainda repassadas para o celular: 679 8469 4929. A advogada deixa claro que o foco é localizar e obter o material genético do pai para o transplante de medula óssea, não entrando no mérito da paternidade em si. E que se quem assiste ainda não é cadastrado como doador de medula óssea, que procure o órgão.
“Vocês podem salvar a vida da Geovana ou de outra pessoa”.
O Hemosul fica localizado na Rua Manoel Rodrigues Artez, 520, Colinos, e funciona de segunda-feira à sábado das 7h às 12h. Telefone: (67) 3522-7959.
Há três dias, Geovana voltou para o Hospital Auxiladora e fez uma postagem em seu Instagram, com hashtag #doemedula #salveageovana.
“Oi gente, tudo bem com vcs? Os últimos dias foram difíceis. Muitas picadinhas, algumas dores e a vontade da minha casa. Não gosto de postar fotos tristes, com dor, mas só eu e algumas pessoas que me acompanham sabem a realidade. Só quero encontram um doador e poder levar uma vida melhor. Então gente, por favor, continuem compartilhando meu perfil pedindo para doarem medula”‘
Apenas isso. Obrigada!
doemedula # salveageovana”, disse a garota.
O transplante de medula óssea é a única esperança de cura para milhares de portadores de leucemia e algumas outras doenças do sangue. Por isso, seja solidário. Este ato pode salvar a vida não só da Geovana, mas de várias pessoas que esperam dia após dia por uma vida saudável.




