Caso aconteceu por volta das 18h30 desse sábado (8), na propriedade rural (Fazenda Furnas), localizada nas imediações da Producel à 30 quilômetros do perímetro urbano de Sidrolândia
10/06/2019 07h40
Por: Redação
CAMPO GRANDE (MS) – Menino de 11 anos identificado como Luis Otávio Santana de Lima foi morto com um tiro à queima roupa no abdômen. O fato foi por volta das 18h30 do último sábado (8), na propriedade rural (Fazenda Furnas), localizada nas imediações da Producel, distante 30 quilômetros do perímetro urbano de Sidrolândia. Suspeito pelo crime, Ivan Alyffer Albuquerque Rocha, 23 anos, conhecido dos familiares da vítima, foi preso em flagrante.
Testemunhas relataram ao site Região News, que Luis Otávio havia saído de casa com o suspeito e o irmão de 13 anos para caçar numa mata na região do Cerro Corá, quando houve o disparo. O revólver calibre 22 foi aprendido.
O garoto foi socorrido por terceiros e durante o caminho, o suspeito que também estava no veículo que fazia o transporte da vítima, tentou fugir ao avistar uma viatura da Polícia Militar na estrada que dá acesso à propriedade, mas foi contido pelo condutor.
“Ele tentou abrir a porta para fugir pela vegetação”, disse a testemunha. Com a chegada dos policiais, Ivan afirmou que o disparo foi acidental. Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada e prestou os primeiros socorros, mas a vítima chegou morta ao Hospital Elmíria Silvério Barbosa. Ivan foi indiciado por porte ilegal de arma de fogo e homicídio doloso, quando há intenção de matar. O caso é investigado pela Delegacia de Polícia do Município.
Testemunha diz que, antes de atirar, suspeito fez criança ajoelhar e rezar
Enquanto era socorrido, Luis Otávio Santana de Lima, 11 anos, ferido com um tiro na barriga à queima roupa, contou que antes de atirar o suspeito o mandou ajoelhar e rezar. O fato foi confirmado pelo irmão da vítima de 13 anos que presenciou a cena. A criança não resistiu e morreu antes de dar entrada no Hospital Elmíria Silvério Barbosa.
Segundo relatos do irmão do menino à polícia, no retorno da pesca, o autor pediu para Luis ajoelhar e rezar o pai nosso. Ordem acatada pela criança. Depois disso, Ivan chamou os irmãos de vagabundo, foi quando Luis soltou a mão do autor. Nesse momento, Ivan teria puxado o gatilho e atirado. Após os disparos, o rapaz não falou nada e começou a chorar. A testemunha correu para chamar a mãe. Na delegacia, Ivan alegou que o disparo foi acidental, que o tiro era para acertar o jacaré. Ivan é casado com uma adolescente de 16 anos e já respondeu a processo por violência doméstica.
A dona de casa Maria Aparecida Santana Flores, 48 anos, mãe de sete filhos contando com a vítima, disse que só deixou os filhes irem caçar com o autor, porque não sabia que ele estava armado.
Da redação com informações do portal Campo Grande News




