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Gaeco deflagra Operação Bolsão II em Mato Grosso do Sul e São Paulo

18/12/2017 15h49

Por: Informações / Jornal Tribuna Livre

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado – (Gaeco), realizou, nesta segunda-feira (18/12), o cumprimento de ordens de busca e apreensão expedidas pelo Juízo da Vara Criminal da Comarca de Paranaíba.

Esta é a segunda fase da Operação Bolsão: Fase Padrinho, que tem o objetivo de combater a prática dos crimes de associação criminosa, corrupção, concussão e lavagem de dinheiro. Os mandados foram cumpridos nas cidades de Aparecida do Taboado e Paranaíba, na residência e empresas dos envolvidos, além da Secretaria da Fazenda e Agência Fazendárias – AGENFA de Paranaíba e também em Ribeirão Preto, no Estado de São Paulo, onde os mandados foram cumpridos com o auxílio do GAECO do MPSP.

Nesta fase, cujos indícios de cometimento dos crimes foram colhidos, durante a primeira fase da Operação Bolsão, deflagrada no início deste ano. Os alvos são fiscais estaduais, empresários, contadores e terceiras pessoas que, em acordo de vontades, se uniram para exigir propina de empresários a fim de interferir na fiscalização tributária estadual e assim fraudar o erário público. As investigações até o momento já identificaram prejuízo ao fisco estadual de cerca de R$ 750.000,00.

Segundo o Gaeco, o dinheiro arrecadado por suborno transitava em contas bancárias de propriedade de familiares dos envolvidos, no intuito claro de mascarar os ganhos ilícitos. A coordenação do GAECO ressalta ainda que “as investigações referentes à primeira fase da Operação Bolsão ensejaram o oferecimento de denúncia criminal contra todos os envolvidos, cujo processo já está em fase final de instrução processual. Com relação à segunda fase, deflagrada hoje, as investigações terão prosseguimento para o fim de análise de todo o material apreendido, inclusive celulares dos investigados”.

Operação Bolsão II: Fase Padrinho

A Operação teve o nome de “Padrinho” pois este era o termo utilizado entre os fiscais e empresários quando em contato para as tratativas dos pagamentos das propinas.

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