Geral – 19/01/2012 – 18:01
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu em sete décimos percentuais a previsão de crescimento da economia mundial para 2012, fixada agora em 3,3%, e em cinco décimos a estimativa para o ano de 2013, quando prevê que avance 4%.
As previsões figuram em seu último relatório de “Perspectivas Econômicas Mundiais”, que será divulgado na próxima terça-feira e ao qual a agência de notícias italiana “Ansa” teve acesso. Conforme o organismo presidido pela diretora-gerente Christine Lagarde, as economias emergentes seguirão puxando o carro do Produto Interno Bruto (PIB) mundial neste ano e no próximo com alta de 5,4% em 2012 (sete décimos menos) e de 5,9% em 2013 (seis décimos menos).
Pela estimativa do FMI, o PIB brasileiro subirá 3% e 4% em 2012 e 2013, respectivamente. Os Estados Unidos mantêm as mesmas previsões de crescimento, de 1,8% para 2012, mas o FMI revisou para baixo em três décimos a estimativa para o ano que vem. A previsão é que a economia da maior potência mundial cresça 2,2%.
Para a zona do euro, o FMI prevê retrocesso de sua economia de 0,5% em 2012 (-1,6 ponto percentual em relação às últimas estimativas) e um leve crescimento de 0,8% em 2013 (contra o 1,5% previsto anteriormente). No caso da Espanha, o organismo revisou para baixo suas previsões para este ano e para o próximo, situando a economia espanhola durante esses dois anos em recessão, com uma contração de seu PIB de 1,7% e de 0,3%, respectivamente.
Mais profunda ainda será, conforme o organismo, a recessão na Itália, com previsões de -2,2% em 2012 e de 0,6% em 2013. “A recuperação global está ameaçada pela cada vez maior tensão na zona do euro”, afirma o FMI no relatório, que indica que as economias da zona do euro são a “principal razão” da piora de suas previsões, embora não a única, pois a isso se somam “as fragilidades financeiras” de outras partes do mundo.
“O desafio político mais imediato é o de restabelecer a confiança e o de pôr fim à crise da zona do euro, apoiando o crescimento”, ressalta. Segundo o FMI, o Banco Central Europeu (BCE) “deveria seguir facilitando liquidez e estar plenamente comprometido na compra de títulos (de Estado) para contribuir para manter a confiança no euro”.
Fonte: Ig


