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Três Lagoas
segunda-feira, 6 de julho, 2026

Filha relata luta de mãe encontrada em rodovia de SP após quatro dias desaparecida

Moradora de Três Lagoas foi localizada por caminhoneiros em rodovia de Lavínia, no oeste paulista, onde familiares relataram luta contra a depressão e a busca de apoio para tratamento.

Depois de quatro dias de angústia, a família de Alessandra da Cruz, de 43 anos, moradora do bairro Vila Piloto, em Três Lagoas, pôde finalmente respirar aliviada. Alessandra, que estava desaparecida desde a tarde da última segunda-feira, 21, foi localizada nesta quinta-feira, 24, na cidade de Lavínia, no interior de São Paulo. Ela foi encontrada desorientada e sob efeito de medicamentos por caminhoneiros que transitavam pela rodovia.

A confirmação do reencontro foi feita por sua filha, Amanda Farias, de 22 anos, que conversou com o jornalismo da Caçula FM horas após ter sido anunciado o resgate de Alessandra. “Ela está bem, dormiu. Encontramos ela desorientada e sob efeito de remédios. Já está em casa com a família”, disse Amanda.

Alessandra havia sido vista pela última vez por câmeras de segurança às 16h03 de segunda-feira, caminhando próximo à UFMS e a um atacadista na Av. Ranulpho Marques Leal, em Três Lagoas. Horas depois, guardas do posto fiscal na BR 262 relataram ter avistado a mulher andando sem rumo em direção ao estado vizinho, o que levantou a suspeita de que estivesse em estado de confusão mental.

Segundo Amanda, a mãe enfrenta uma longa batalha contra a depressão, tendo tentado contra a própria vida ao menos três vezes. “Ela toma remédios controlados, mas não aceita que está doente. Já tentamos encaminhá-la a médicos, psiquiatras, mas ela se recusa a continuar o tratamento. Começa, vai uma ou duas vezes e depois não volta mais”, desabafa.

A situação reforça a importância da atenção à saúde mental e da mobilização comunitária em casos de desaparecimento. Durante os dias em que Alessandra esteve sumida, familiares e amigos recorreram às redes sociais para pedir ajuda na divulgação de informações que pudessem levar ao seu paradeiro.

Agora, com o reencontro, a família busca indicações de psicólogos e psiquiatras dispostos a acolher e orientar no processo de tratamento da paciente, mesmo diante da resistência. Quem puder oferecer apoio profissional ou indicar atendimento acessível para casos como o de Alessandra, pode entrar em contato com a família via redes sociais ou pelo (67) 3521-3331 ou (67) 3521-2305.

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