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FETEMS pede apoio aos deputados por melhorias na Educação

Educação – 15/03/2012 – 07:03

Representantes da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) se reuniram nesta quarta feira(14) à tarde com membros da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa para pedir apoio à mobilização por melhorias para a categoria.

Os professores iniciaram uma greve de três dias para pedir a aplicação da Lei do Piso Salarial Nacional, incluindo a destinação de 1/3 de hora-atividade para planejamento das aulas, Plano de Cargos e Carreira e a destinação de 10% do PIB (Produto Interno Bruto, a soma de todas as riquezas produzidas no país) para ações na área de Educação.

A adesão à paralisação em Mato Grosso do Sul é de 85% dos professores das redes de ensino público, conforme o presidente da Fetems, Roberto Magno Botareli Cesar.

Ele esteve na Casa no dia de ontem pela manhã e ocupou a tribuna para falar sobre a questão e garantiu que os alunos não serão prejudicados, uma vez que as aulas perdidas serão repostas.

De acordo com o presidente da Fetems, 13 prefeituras em Mato Grosso do Sul cumprem a Lei do Piso na integralidade: Paranaíba, Naviraí, Água Clara, Sidrolândia, Antônio João, Coronel Sapucaia, Camapuã, Inocência, Aquidauana, Brasilândia, Três Lagoas, São Gabriel do Oeste e Miranda.

Sete Quedas também já prepararam um projeto para se adequar à legislação. Essas 14 prefeituras (incluindo Sete Quedas) serão homenageadas pela federação nesta quinta-feira, durante a programação de manifestações dos professores.

Sobre o cumprimento de 1/3 da jornada semanal dos professores para planejamento das aulas, ele contesta o número apresentado pelo governo do Estado sobre a necessidade de contratar 4.000 docentes. Para ele, seria necessário um acréscimo inferior a 1.500 profissionais.

“O professor hoje já tem 25% da jornada para planejamento”, afirmou.

Tanto o presidente da Comissão de Educação, Diogo Tita (PPS), quanto a vice-presidente, deputada Mara Caseiro (PTdoB), acreditam que as propostas da categoria são razoáveis e que é necessário muita conversa com o governo para encontrar consenso.

“Vamos tentar fazer com que o governador entenda que esta proposta relativa à jornada é razoável, e pode ser aplicada ano que vem, mas é preciso lembrar que nossa vontade é uma e a condição do governo atender é outra. Vamos tentar resolver a questão da melhor maneira possível”, afirmou Mara.

A secretária Nilene Badeca (Educação) foi contatada durante a reunião e garantiu estar aberta a conversações.

Fonte: Assecom FETEMS / Assecom FETEMS

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