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Famílias podem ser despejadas e recorrem à OAB/MS

Geral – 17/05/2013 – 10:05

Membros da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS), visitaram na quinta-feira (16) famílias que vivem em situação de precariedade e improviso no residencial Athenas, localizado na Mata do Jacinto, em Campo Grande. O prédio foi invadido há mais de 12 anos quando a construtora responsável pela obra do conjunto de edifícios decretou falência. Os moradores já receberam ordem de despejo por parte da Prefeitura. 

A visita pela Comissão foi motivada a partir de pedido dos próprios moradores que procuraram a Seccional, em abril, solicitando apoio na busca por moradia. 

“Eles nos entregaram um documento relatando as condições em que vivem e as dificuldades que enfrentam para conseguir uma casa nos programas sociais de habitação”, comenta o membro da Comissão Caio Magno Ducan Couto. 

Segundo Izabel Gerônimo, uma das moradoras mais antigas, todos estão cansados de promessas por parte do poder público. “Temos várias inscrições para conseguirmos uma casa popular, mas até hoje nada foi resolvido. Em todos esses anos, foram muitas promessas. Nossa situação é difícil. Aqui chove e molha tudo. As casas estão desabando e a maioria das pessoas que moram aqui trabalha, são honestas e só querem uma moradia digna”, comenta a pintora e servente de pedreiro.

Boa parte das famílias, que ali residem, encontrou na construção inacabada uma alternativa para moradia, já que não tem condições para pagar aluguel. “Não temos para onde ir. Moro aqui com meu esposo que é pedreiro e nosso filho. Se formos pagar aluguel, caro do jeito que está, ficamos sem comer”, comenta a auxiliar de cozinha, Lidiane dos Santos. 

O condomínio é separado por blocos e existe ainda uma divisão de “classe”. Moradores do lado esquerdo, onde o prédio visivelmente tem mais condições como energia, pintura, acabamento, janelas e caixa de correio, por exemplo, fizeram um muro os separando dos demais apartamentos. Nos blocos do lado direito a realidade é diferente. Os moradores não tem energia e os apartamentos apresentam infiltração.  

A Comissão de Direitos Humanos encaminhará ofício ao secretário municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação, o engenheiro Semy Ferraz, solicitando reunião. “Vamos estabelecer um diálogo com o poder público para tentarmos encontrar uma forma de resolver essa situação que, entra e sai governo, continua a mesma”, completou Caio Magno. A visita foi também acompanhada pelo advogado Olavo Duncan Couto e os membros da Comissão, Stela Marisco Duarte e Ericson de Barros Costa.  

 

Fonte: Assessoria de Comunicação

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