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Fabio Trad participa hoje da primeira reunião do Grupo que debaterá a PEC 37

Política – 08/05/2013 – 10:05

O grupo de trabalho técnico criado para aperfeiçoar a PEC 37/11, que limita os poderes investigativos do Ministério Público, realiza hoje, às 14h30, sua primeira reunião, no Ministério da Justiça. O grupo foi criado no dia 30 de abril depois de uma reunião entre o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e representes do Ministério Público, da Polícia Federal e da Polícia Civil.

Os deputados Fabio Trad (PMDB-MS) e Bernardo Santana de Vasconcellos (PR-MG) são os dois representantes da Câmara Federal no grupo de trabalho, que conta também com o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) e o secretário de Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça, Flávio Caetano. Além deles, participarão das discussões mais um representante do Senado, quatro do Ministério Público e quatro das polícias Civil e Federal. Eles vão apresentar uma proposta até o dia 30 de maio. Segundo Alves, a votação da PEC será em junho.

“Aceitei a incumbência do Presidente Henrique Alves para participar deste grupo de trabalho porque estou disposto a lutar pelo fortalecimento do sistema de investigação criminal do país e isto só ocorrerá quando Policia e MP se darem as mãos aceitando trabalhar em conjunto pelo bem da sociedade”, afirmou Fabio Trad.

Da forma como está, a PEC limita os poderes investigativos na esfera criminal às polícias civil e federal, inviabilizando a investigação por parte do Ministério Público. Fabio Trad e Vasconcellos esperam chegar a um consenso sobre o texto da proposta.

O deputado sul-mato-grossense defende que o Ministério Público (MP) possa complementar a investigação policial. Ele espera que a nova rodada de negociações ajude a produzir uma proposta consensual entre policiais e procuradores. “A nossa expectativa é que a iniciativa do presidente Henrique Alves traduza o sentido de harmonia e complementariedade dos interesses das duas instituições para que elas possam atuar em conjunto contra a criminalidade”, afirmou.

Uma solução intermediária proposta por Fabio Trad seria condicionar a atuação dos procuradores à decisão judicial. “O Judiciário controlaria a atividade investigatória do Ministério Público e este só poderia investigar a partir do momento em que o Judiciário chancelasse”, disse.

Comissão especial

A comissão especial que aprovou a PEC 37/11 em novembro de 2011 rejeitou, porém, uma alteração proposta por Fabio Trad, que foi o relator da proposta. O deputado queria permitir que o Ministério Público investigasse, em conjunto com as polícias, os crimes contra a administração pública – como corrupção – e delitos praticados por organizações criminosas. Essas situações já estão previstas entre as atribuições do MP, mas o relatório de Trad determinava que sua atuação deveria ser subsidiária e complementar à das polícias.

Vasconcellos apresentou um destaque, aprovado na comissão, contra a proposta do relator. Ele disse à época da votação na comissão que o texto da Constituição atribui às polícias Civil e Federal a competência para investigar crimes. De acordo com ele, o Ministério Público passou a também realizar investigações por causa de interpretações diferentes do texto constitucional.

Fonte: Assessoria de Comunicação

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