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Fabio Trad apoia política para criação de uma Polícia da Fronteira

Geral – 16/05/2013 – 17:05

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse ontem (15) que está discutindo a criação de um corpo permanente de polícia nas fronteiras. Cardoso reconheceu que a fixação de policiais nestas áreas é uma tarefa difícil. Segundo ele, o custo alto e a dificuldade de moradia e de os policiais visitarem os parentes são fatores que contribuem para a rotatividade do efetivo nesses locais.

Para incentivar policiais federais a atuar em áreas limítrofes, o ministro lembrou que está em discussão na Câmara dos Deputados um projeto que cria um adicional de fronteira. A mesma proposta prevê a construção de residências nesses locais. Segundo o ministro, a proposta enfrenta dificuldades porque alguns deputados querem incluir outros policiais, além dos federais, no texto.

Este tema tem tido presença constante na atuação do deputado federal Fabio Trad (PMDB-MS). Para ele, a fixação de policiais na fronteira é importante diante da alta incidência de crimes de vultosa violência contra pessoas no Estado de Mato Grosso do Sul, motivados pelo tráfico de drogas, armas e entorpecentes, que vêm acarretando pânico e, consequentemente, descrédito do poder estatal perante a população brasileira. “Criar uma Polícia da Fronteira seria uma das medidas no intuito de combater este grave problema”, afirmou.

Recentemente Fabio Trad conversou com os pais dos jovens Breno Silvestrini e Leonardo Fernandes – assassinados em 30/8/2012 por criminosos que pretendiam trocar o carro de uma das vítimas por 3 Kg cocaína – que criaram um manifesto solicitando mudanças nas relações com os países circunvizinhos e a criação de ações ostensivas com o objetivo de impedir a saída de veículos roubados do país. “Veículos que são objetos de escambo com traficantes, principalmente na Bolívia e Paraguai”, lembrou o deputado sul-mato-grossense.

O grupo “Mães da Fronteira” iniciou um trabalho de identificar pessoas, informações e falhas do Estado objetivando mudanças reais e não apenas jurídicas no tocante a ausência de autonomia federativa nestes espaços geográficos de fronteira.

“É sabido que a população de fronteira possui um sentimento de descaso por parte das autoridades o que acarreta a cultura da insegurança em que ficamos a mercê da política inócua dos países vizinhos em relação ao mercado internacional de drogas, armas, munições – entre outros produtos ilegais. Em virtude da luta de nossas famílias em prol de um País mais humanizado, estamos alertando a sociedade para que a mesma possa refletir sobre os índices crescentes de violência que estão por assolar o nosso querido Brasil”, explica o manifesto.

Fonte: Assessoria de Comunicação

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