28/11/2013 – Atualizado em 28/11/2013
O rapaz trabalhava na Empa Engenharia, empresa que por duas vezes virou notícia por falta de pagamentos aos funcionários
Por: Rayani Santa Cruz
O trabalhador Sidney Moreira da Silva de 31 anos, trabalhava como Técnico de Laboratório na Empa Engenharia, o rapaz foi admitido no dia 18 de junho de 2013, mas chegando aos três meses de contrato de experiência ele foi demitido devido a um grande corte, a demissão ocorreu no dia 15/09/2013.
Os problemas começaram, Sidney alega que a baixa na sua carteira de trabalho foi registrada no dia errado, além disso ele esperou 20 dias para receber o seu acerto contratual, sendo que por lei o trabalhador deve receber em até 10 dias, vai fazer três meses que ele espera a empresa liberar o seu FGTS (O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para o saque, segundo Sidney a empresa informa que nem a chave de liberação está pronta ainda.
“A gente liga para eles e a informação que a empresa passa é que no dia 30 será liberado, e nisso vai fazer três meses e nada, eles estão acostumados a contratar pessoas de fora e fazer esse tipo de coisa, mas eu sou três-lagoense e não tive que ir embora como os outros… eu quero só o que é meu, eu não devo para eles, a empresa é que deve pra mim”, desabafa o rapaz.
A Empa foi denunciada no dia 10/04/2013 e no dia 17/07/2013 por funcionários que não aguentavam as condições precárias de trabalho, as reclamações eram de atraso no pagamento, horas extras não computadas, falta de alimentação e transporte, ambientes de higiene pessoal e refeitório em péssimas condições de higiene.
Um dos funcionários também disse a reportagem que os alojamentos eram pagos e que a empresa cobrava aluguel dos mesmos, nessa época o ministério do trabalho foi acionado para averiguações.
No mês de julho cerca de 200 trabalhadores paralisaram suas funções para reivindicar direitos trabalhistas.
Agora Sidney espera receber o que é de direito e pede que a empresa seja mais rápida na liberação do seu FGTS, ele já procurou o ministério do trabalho e agora quer entrar com um advogado da defensoria pública para garantir que não seja lesado ainda mais.
A reportagem tentou entrar em contato com o telefone informado pela empresa mas a linha sempre está ocupada.




